quarta-feira, 1 de julho de 2026

a Página dos Enigmas nº 309

 



Notícias

Momento do Policiário

No blogue podem ler-se várias Rubricas: Momento de Humor, Video Sherlock Holmes, Desafios de Lógica,  Hora do Conto; De Regresso ao Passado, Clube do Livro Policial, Murdoku e Problema Curto. São ainda publicados outros posts sobre questões de atualidade, curiosidades, problemas a concurso e elementos de técnica policial e criminalística.
Chama-se também para um novo estilo de problemas policiários em Murdoku, do qual já foi conhecido o resultado do segundo problema. Neste momento ainda é possível mandar as soluções do terceiro problema: o pequeno-almoço inglês.
As publicações no blogue estão suspensas.


Local do Crime

Os problemas enviados para o  Concurso de Enigmas Policiários (Produção) “Mãos à Escrita!”, serão publicados no Torneio Solução À Vista 2026, a partir de janeiro, ou seja, está a decorrer um torneio a realizar no blogue Local do Crime.

Foram publicadas as soluções do problema nº 5 do Torneio Solução À Vista 2026, e a classificação. Neste problema a melhor solução é de O Gráfico.

Após o quinto problema, a classificação geral é comandada por  O Gráfico, seguido pela Detective Jeremias e por Dona Sopas.

O problema nº 6 deste torneio, Acidente misterioso, de Rigor Mortis,  foi publicado, tendo as soluções sido enviadas até ao final do mês de junho.

Refira-se o Convívio realizado em 31 de maio em São Pedro de Sintra, cujos ecos foram publicado nesta secção em 10 de junho.. 

Este  espaço vai ainda dando no notícia de tudo o que se realiza no âmbito do policiário em Portugal.


Repórter de Ocasião

O blogue volta em força com Os Primórdios da Problemística Policiária,  republicando um conjunto de problemas publicado originalmente no Mosquito Magazine, em 1929, e republicados pelo Inspector Aranha no Correio do Ribatejo. 

Tropeções Policiários é uma nome de uma rubrica onde são lembrados alguns episódios do policiarismo português e dos seus intervenientes.

O Concurso dos Gostos, vai publicar ao longo do ano 24 passatempos. Os primeiros vinte e dois já foram publicados, assim como as respetivas classificações, seguindo em primeiro lugar  o Detective Rickyi, com uma  perseguidora muito próximo, Detective Verdinha, apenas com menos 2 pontos.

O blogue está republicar textos editados pela Tertúlia Policiária da Liberdade. Depois de Triânguko Equilátero, segue-se Tempicos no Casteo de Chamborg.


Clube de Detectives

Além das ligações aos blogues ativos, e da recordação de secções e problemas publicados noutros tempos, vai divulgando o acervo  do Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa, que acumula o resultado das pesquisas efetuadas pelo confrade Jartur.

Neste momento, entre secções do passado e do presente, incluindo as dedicadas ao charadismo, o Clube de Detectives apresenta referências aos seguintes espaços: A Página dos Enigmas, Repórter de Ocasião, Local do Crime, O Inspector Fidalgo, Charadas & Charadistas, Palavras Cruzadas Clássicas e Charadas e  Momento do Policiário



As publicações no blogue estão suspensas.





terça-feira, 30 de junho de 2026

A página dos Enigmas nº 308

 


 Lista das postagens previstas para o próximo mês de julho.


Dia 1 - Noticiário sobre o que se passa nos outros blogues dedicados ao policiário.

Dia 2 - Republicação um conto de António Serra. 

Dia 4 Um post dedicado a autores. Nesta publicação é relembrado um autor polémico: pelas temáticas e pelas suas abordagens, Mickey Spillane.

Dia 5 - Primeiro livro pertencente de uma coleção portuguesa.

Dia 7 - Publicação das pontuações obtidas pelos concorrentes que enviaram a solução do Problema nº 6 dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70. 

Dia 8 - Um post dedicado a uma secção do século passado. Uma das principais no renascimento do policiário, na década de 70.

Dia 9 - Um post da rubrica Um torneio de outros tempos. Desta vez, é relembrado um torneio um decorreu na revista Camarada.

Dia 10  - Publicação da prova nº 7 do Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Dia 13 - Relembrando os resultados obtidos por uma excelente  policiarista portuguesa.

Dia 15 - Personagens criadas pelos policiaristas na elaboração dos seus problemas: Inspector Saturno.

Dia 17 - Mais uma edição de Humorismo Policiário. A anedota Sentido de observação.

Dia 19  - Mais um Enigma Curto para resolução rápida: os cães da Tia Alice.

Dia 22  - Publicação sobre a adaptação cinematográfica de 1937 de um livro  de Rex Stout, com a personagem Nero Wolfe.

Dia 24  - Apresentação da solução do Enigma Curto.

Dia 27 - A BD e o Policiário, referência a uma série de origem americana, que surgiu em 1946.

Dia 29 - Apresentação de mais uma série de postagens, dedicada à literatura policial, que ocorrerá sempre no dia 29 de cada mês..

Dia 30 - Publicação da listagem de posts previstos para o mês de agosto.


Nota: Esta listagem não impede o surgimento de outras postagens, se a atualidade se impuser.

sábado, 27 de junho de 2026

a Página dos Enigmas nº 307

 

Banda Desenhada Policiária - Ric Hochet



Ric Hochet é uma personagem que surgiu como ardina, mas que rapidamente adquiriu a posição de jornalista. É nesta profissão que ele é conhecido e investiga os mais variados mistérios. A série começou com Ric Hochet investigando pequenos mistérios, até que, em 1961, surgiu a primeira aventura longa da personagem, sempre ajudado pelo comissário Sigismond Bourdon.

Apesar dos anos que a série durou, Ric Hochet manteve sempre o mesmo estilo jovem, a mesma condução de carros desportivos e a mesma noiva, que, apesar de surgir em vários episódios, não tem nenhum papel importante nas investigações realizadas.

Os autores são André-Paul Duchâteau no argumento e Tibet no desenho.

Foram eles que mantiveram a série durante cerca de 50 anos. Em 2015 surgiram As Novas Aventuras de Ric Hochet com argumento de Zidrou e desenho de Simon Van Liemt, trazendo um Ric Hochet mais adequado á atualidade.


Ric Hochet, numa história curta, surgiu em Portugal em 2 de julho 1955, na revista Cavaleiro Andante, com Rich Hochet ainda vendedor de jornais, e um desenho bastante incipiente, em relação ao que viria a surgir mais tarde.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A página dos Enigmas nº 306

ENIGMAS CURTOS

Os Zigs e os Zags


Solução


Eis uma possível forma de justificar a resposta correta.

O primeiro é um ZIG e o segundo um ZAG. Com efeito, visto que os ZIG mentiam sempre, se o 2º fosse um ZIG ele teria respondido: “Ele disse que era um Zig”.O primeiro devia dizer que era um ZAG, se fosse realmente um ZAG, e se fosse um ZIG para mentir.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 305

 Do texto para os ecrãs


O barco da morte



Em 1937 Agatha Christie publicou Death on the Nile, um dos casos mais conhecidos de Hercule Poirot, que tem a curiosidade de fazer intervir uma outra personagem criada por Agatha Christie, o coronel Race,

Em Portugal o romance ficou conhecido por Morte no Nilo e O barco da morte.

Em 1978 John Guillermin realizou uma adaptação do livro, em que Poirot era interpretado por Peter Ustinov.


sexta-feira, 19 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 304

 


ENIGMAS CURTOS


Os Zigs e os Zags

 

Em pleno centro de África viviam duas tribos vizinhas, os ZIGS e os ZAGS. Um explorador, ao passar na região, foi avisado de que os indígenas das duas tribos apenas se distinguiam por um facto: os ZIGS mentiam sempre; os ZAGS não mentiam nunca.

Chegado a esses lugares, o explorador fez vir à sua presença um ZIG e um ZAG. Perguntou a um deles: - Tu és um ZIG ou um ZAG?

Não tendo compreendido a resposta, dirigiu-se ao segundo para saber o que o outro tinha dito. O segundo respondeu: - Ele disse que era um ZAG.

Qual dos dois é um ZIG e qual é um ZAG?


quarta-feira, 17 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 303

 



HUMORISMO POLICIÁRIO


Palavras de carrasco

Na repartição de finanças o carrasco que pretendia um serviço, fica muito sensibilizado e agradecido para com o funcionário que o atende.

 - Muito e muito obrigado, espero que jamais precise de mim!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 302

 

Os detetives dos policiaristas - Alves da Selva


Alves da Selva, personagem criada por Bernie Leceiro, surgindo em seis casos diferentes.

É um apaixonado pela vida marítima, aliás, alguns dos casos em que intervém estão ligados ao mar. O seu feitio é mau e tem uma farta cabeleira ruiva. É um bom apreciador de comida, sendo um apreciador das pizas napolitanas do mestre Mezzero, de percebes e fanecas frescas fritas.

Nasceu em 1943 e fez a tropa em angola durante a guerra colonial, na década de sessenta.

Sobre a sua vida afetiva não se sabe muito, apenas que manteve uma relação sentimental com uma massagista tailandesa de nome Anong, sendo um apreciador do género feminino, aproveitando, nos anos 80, quando ainda era um inspetor estagiário, para olhar as frequentadoras da missa das 11, que ele como católico frequentava, na igreja da Lapa, indo depois comprar uma regueifa e almoçar a casa dos pais. Nesta época era um fumador de cigarros Ritz.

Nas suas investigações tem um adjunto de nome Saraiva.


sábado, 13 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 301

 


Policiaristas: Medvet


Fotografia retirada do blogue O Inspector Fidalgo, de 18 de outubro de 2024. Medvet em Almada, em 31 de outubro de 1992


O seu nome era Ermelinda Carvalho, exercia medicina veterinária na Malveira da Serra, e é da sua profissão que vem o seu pseudónimo: Medvet ou Med Vet. Já li as duas grafias.

Terá iniciado a sua atividade policiária na segunda metade da década de 80. Escreveu algumas respostas classificadas como A melhor Solução, mas era na originalidade que se evidenciava, como o mostram os vários troféus vencidos.

Em 1992 venceu o troféu As melhores, no Torneio dos Mestres, realizado na secção O Detective- Zona A- Team, do Jornal de Almada.

Em 1993 em a Célula Cinzenta, no Torneio 4 Estações, vence a Etapa Primavera e a Etapa Verão. Em 1994, vence no 4 Estações 94, a Etapa Inverno, e, dois anos depois, em 1996 no Torneio 4-Estações 96 volta a vencer a Etapa Inverno.

Na época 2005-2006 é a brilhante vencedora das soluções Mais Originais do Campeonato Nacional de Problemas Policiários, havendo apenas um dos 10 problemas em que não produz a solução mais original.

Repete a vitória na época 2006-2007 e em 2007-2008

Na época 2008-2009 é novamente a vencedora da Originalidade no campeonato Nacional, situação que repete e nos campeonatos de 2010 e 2011.

Não escreveu muitos problemas policiários, mesmo assim, ainda registo sete problemas da sua autoria, tendo criado uma personagem protagonista: O inspector Fagundes.

Publicou no Jornal de Almada, ainda em 1988, na Célula Cinzenta, em O Lidador das Cinzentas e no Público.

Foi membro da Tertúlia Policiária da Costa do Sol, marcou presença em alguns convívios policiários, designadamente na região Sul, sendo uma das orientadoras da secção policiária Enigma do Jornal da Costa do Sol.

Não quero deixar de salientar um texto por si escrito, sobre literatura policial, publicado on-line, e que é identificado como sendo o resumo de uma monografia. Por ser um texto pouco frequente e já não estar disponível on-line fica aqui. Foi publicado em 19 de maio de 2008.

«O tema "policial" foi "criado", digamos assim, por Edgar Allan Poe, em meados do séc.XIX. Os seus contos e poemas têm um carácter de fantástico e horror (Enterramento prematuro, o gato preto, o coração revelador, a queda da casa de Usher, a máscara da morte vermelha...), mas três/quatro contos em particular são que nos interessa: "Duplo assassinato na rua Morgue", o primeiro caso de crime em quarto fechado; "O mistério de Marie Roget",em que Põe analisa um caso real acontecido em Nova Iorque baseado apenas em relatos da imprensa--é o primeiro detective de poltrona; "A carta roubada", caso que envolve um segredo diplomático e é a origem do ditado" esconder uma coisa à vista de todos"; finalmente "tu és o homem" que não é muito conhecido, mas usa um método pouco ortodoxo para desmascarar o criminoso e deu origem ao tema" o culpado é o suspeito menos provável". E também, embora já não tão "policial" "O escaravelho de ouro", onde aplica a criptografia(mais tarde, Doyle haveria de fazer o mesmo, no conto "Os bailarinos ou dançarinos"). Avançamos uns anos e é em Inglaterra, mais precisamente em Edimburgo que vamos encontrar o Dr. Arthur Doyle, médico recém formado e sem clientela, que resolve começar a escrever histórias populares para ganhar algum. Sherlock Holmes foi inspirado num professor da Escola Médica de Edimburgo, muito apreciado pelas suas conclusões, geralmente certeiras, só por olhar para os pacientes. Doyle preferia escrever sobre temas "sérios", e achava o tempo dedicado ao seu detective "perdido"; de tal modo, que tentou livrar-se dele nas Cataratas de Reichembach, Suíça. Mas os protestos foram tantos, que o detective acabou por "ressuscitar" no conto "A casa vazia". Apesar disso, existem erros nos contos, tais como a bala que atingiu o Dr Watson estar ora no braço ora na perna, um conto que começa de manhã em Junho e acaba à tarde, em Outubro (no mesmo dia), apenas para mencionar dois dos mais óbvios. Avancemos mais um pouco, até aos primeiros anos do século XX. Surgiram muitos detectives na esteira de Holmes, poucos dos quais são dignos de menção. Apareceu também o "herói--ladrão", tal como Arséne Lupin e Raffles (este foi criado pelo cunhado de Doyle... a sério). O polícia investigador oficial (A pedra de Lua, a mulher de branco, ambos de Wilkie Collins), o excêntrico (O velho do canto, da Baroneza Orzcky, que nunca foi publicado cá; a Baroneza escreveu também as aventuras do Pimpinela escarlate), enfim quase todas as profissões foram usadas para os detectives. Em França, temos Émile Gaboriau como precursor, cujas obras foram publicadas há uns anos numa colecção de capa azul e desenhos berrantes (4 nºs, pelo menos; 1--O crime de Orcival; 2--O agente Lecoq; 3--o dossier 113 e 4--A corda na garganta; existe também uma colecção mais antiga, das Edições Excelsior, com capas parecidas, dos anos 50, mas nunca a vi ao vivo, só em artigos de jornal/revista).

O período entre as duas guerras é considerado a idade de ouro, pois que nele surgiram os autores ditos "clássicos", como a Agatha Christie. É de notar que aqui há uma distinção entre o polar (é assim que lhe chamam em França) nos EUA e na velha Inglaterra. De facto, enquanto na Inglaterra se continuava mais ou menos nos mesmos moldes (é célebre a polémica que se estabeleceu com "O assassinato de Roger Ackroyd" de A.Christie; Ela foi acusada de ir contra as convenções, pois o assassino é a pessoa menos provável, mesmo) nos EUA ganhava força a chamada corrente Black Mask, ou máscara negra, cujos expoentes maiores são Dashiell Hammett e Raymond Chandler. A seguir à II ª Guerra Mundial, o género "floresceu". Novos nomes foram aparecendo, como Craig Rice, Erle Stanley Gardner (antes de Perry Mason escreveu uma série sobre um promotor distrital, alguns dos quais foram publicados na "Escaravelho de ouro"), e muitos mais, além de autores que já tinham aparecido na década de 30(um deles é Stuart Palmer, hoje injustamente esquecido, cujos livros são "disputados" pelos  conhecedores; uma 1ª ed. pode custar os olhos da cara, especialmente se tiver a capa de papel, a sua heroína é Miss Hildegarde Withers, uma solteirona com muito mais piada que a Miss Marple; alguns contos dele foram publicados na revista Mistério magazine de Ellery Queen, no Brasil; Há vários filmes dos anos 30 e 40 com Miss Withers e o Inspector Piper, a quem ela põe a cabeça em água...). A partir dos anos 60 o género renova-se, por assim dizer. Nessa época abundam os autores de "escrita a metro", lamento dizê-lo, para o mercado dos livros de bolso. Exemplos: Carter Brown, Brett Halliday (a maioria dos livros dele foram escritos por autores--fantasma, só os primeiros 25/30 foram escritos por Davis Dresser--o verdadeiro nome de Halliday), Mickey Spillane; Trata-se de detectives que bebem como esponjas, vão para a cama com todas as mulheres que lhe aparecem, levam sovas de criar bicho e no dia seguinte estão prontos para outra.... tipo James Bond. A propósito, o Bond dos filmes é infinitamente mais refinado que o dos livros. Ian Fleming não era um escritor muito "delicado". Actualmente existe uma enorme variedade de géneros, desde o romance policial "clássico" (cozy, como dizem os americanos), ao "thriller", o "noir" ou "black mask", o policial histórico (este foi lançado por Ellis Peters e o seu Irmão Cadfael. Situa-se pelo fim do século XII, no tempo de D.Afonso Henriques; os livros dela já foram publicados, pelas Publicações Europa-América. Ellis Peters morreu em 1994, deixando por acabar o 20º título da série.); actualmente existem dezenas de autores com histórias policiais passadas em épocas históricas: Steven Saylor e o seu Gordianus the Finder(séc.I a.C.), Lindsey Davis e o seu Marcus Didius Falco(séc. I d.C), Michael Jecks (séc XIV, Inglaterra), Candace Robb (esta tem duas séries, uma passada em York, Inglaterra no séc XIV e outra cem anos mais tarde), Bruce Alexander (sir John Fielding, o criador da primeira polícia londrina, séc. XVIII), etc.etc. Os três primeiros já foram publicados em português. E também existe o romance policial legal, como o da série CSI de que são exemplo os livros de Patrícia Cornwell.

E o que se passava entretanto, por Portugal?

Bem, os primeiros "escritos" policiais portugueses são sátiras e pequenos contos "à maneira de "Doyle saídos em revistas, lá pelo fim do século XIX--princípios do século XX. Alguns são de autores portugueses, mas a maioria são anónimos. Por volta de 1909 aparecem nºs da "Novella Popullar", uma versão nacional dos "pulps" americanos, com histórias compradas no estrangeiro, de Raffles, S. Holmes e outros assim, mas que não têm nada a ver com os originais. Pensa-se que, por os direitos de autor serem exorbitantes, os editores limitaram-se a copiar as personagens e inventar intrigas que eram mais "palpitantes" que as originais. Não foi só aqui. Na Europa, em geral, os advogados de Doyle tiveram um trabalhão a pôr processos por violação de direitos; por cá, como somos pequenos, não devem ter achado que valia a pena o trabalho... Não é preciso dizer que essas revistas hoje são muito raras. Para lá do tempo que passou, eram impressas em papel de qualidade muito inferior, e já se sabe o que lhes aconteceu! Entre 1870 e 1920 apenas são de mencionar os livros "O mistério da estrada de Sintra" de Eça e Ramalho Ortigão; os livros de Francisco Leite Bastos--O crime do corregedor, o incendiário da Patriacal, o crime de leite bastos (este foi publicado na Vampiro há uns 4 anos), e contos de Fialho de Almeida, de Álvaro de Carvalhal, Eduardo Barros Lobo (Beldemónio) e pouco mais. Nos volumes de As vidas paralelas de S.H. há vários exemplos desses contos.

Mas já na década de 20 com o jornalista Reinaldo Ferreira, o Repórter X, as coisas mudaram. Ele publicou vários livros (O fantasma branco; o táxi 9297; este tem sido republicado de vez em quando), mas morreu muito novo. Uma das colecções que editou foi a "Colecção Policial, Aventuras e mistério" da ed. João Romano Torres. Foi também um dos pioneiros do cinema português e editou vários periódicos: "O jornal do repórter x", "o x", "o repórter X"...

Nos anos 30, a Clássica editora publicou a colecção "Os melhores romances policiais", que teve 124 nºs;

Esta é azul acinzentada com riscas azuis nos bordos. Esta colecção tem muitos títulos franceses, especialmente obras que ganharam o Grand Prix du roman d'aventures. É desnecessário dizer que nunca mais foram publicadas... o nº 1 chama-se "Seis homens mortos" de Stanislas André Steeman; o 124,"O crime mora ao lado", de Day Keene. Temos nesta colecção livros de José da Natividade Gaspar, um "clássico" que ainda não li, excepto "A taça de ouro", o 108 da Xis. Foi o único livro dele publicado com pseudónimo, e só Deus sabe porquê. É muito engraçado, trata de um envenenamento num concurso gastronómico e talvez leve as pessoas a pensar duas vezes quando vão a um restaurante... Foi publicado em França com o título "Congrés Gastronomique". Gaspar achava o Hardboiled demasiado cru e não o considerava verdadeiramente "policial". O nº 66 da Xis é também escrito por uma dupla de portugueses e partiu de um folhetim publicado num jornal. Passa-se entre Lisboa e o Estoril.

Menciono ainda três livros publicados pelo Dr Fernando Luso Soares, quando ainda era inspector da polícia..

Há também uma colecção Detective que foi publicada entre os finais dos anos 30, princípios dos anos 40; tem pelo menos 32 nº, a primeira série são livros pequenos, aí do tamanho dos Vampiro, e há muitos títulos de Mário Domingues, com os pseudónimos: Fred Criswell; Henry Jackson, James Black, Joe Waterman, Marcel Durand, Max Felton, Nelson Mackay, Peter O'Brion, Thomas Birch, W. Joelson (este último é o autor de uma série de romances interligados, 20 títulos com a mesma personagem, o Príncipe Savil). A 2ª série é maior, tipo A5, e até agora só vi 5 títulos. (Abro parêntese para mencionar a colecção amarela, brasileira, de ed. Globo de porto alegre; Entre os anos 20 e 30, Adolfo Coelho (que também dirigiu os melhores romances... da clássica) publicou vários livros como pseudónimo J. Stew. Curiosamente, quando "o segredo do H-21" foi publicado, recebeu críticas elogiosas; mais tarde, publicado sob o verdadeiro nome do autor, as opiniões dividiram-se...

Depois, houve um interregno, devido à guerra. Em 1946, Gentil Marques começa a publicar, na Vida Mundial Ilustrada (suplemento de "Vida Mundial") problemas tipo "foto-crime", que em breve deu origem ao detective Magazine, primeiro um suplemento e depois já vendido em separado, que se alongou por 22 nºs. Em 1946/7 há uma "explosão" de títulos/colecções. Menciono a colecção Grandes mistérios grandes aventuras (mais tarde, só grandes mistérios), que publicou pelo menos 151 títulos, até aos anos 70; a colecção Crime(civilização), com pelo menos 11 títulos; a colecção policial Gleba, com 10 títulos e, já nos anos 50, a colecção Vampiro, a colecção xis (com 202 + 8 títulos, se não me engano), a colecção Escaravelho de Ouro(40 nºs), a Colecção Corvo (37 nºs), a colecção máscara (13 nºs;), a colecção Olho de lince (14 nºs), a colecção Policial da Emp.nac.pub, com uns 30 títulos, a colecção Max Tedd (Civilização (12 nºs,). Há uma colecção editada pela Casa editora Nunes de Carvalho, por volta dos anos 40/50, ainda não vi nenhum, mas sei que um dos títulos é A dama de luto e outro O bandido amarelo. Estas são as que conheço, mas pode bem haver mais.

Nos anos 60, apareceram novas colecções, e novos autores. Menciono Ross Pynn(de quem muita gente gostou, até saber que era português: comentários, para quê?) com o Joe Stassio, um ítalo-americano veterano da guerra da Coreia. O seu estilo é duro (o 1º livro "o caso da mulher nua", é bastante cru, o próprio autor o reconheceu; mas decidiu deixá-lo como estava, pois retocá-lo era adulterá-lo) e por isso muita gente não o apreciava. Devo dizer que as primeiras edições das suas obras foram proibidas pela censura (estava-se em plena guerra colonial...). Colecções dos anos 60: Ângulo Negro(14 nºs); Rififi (pelo menos 156 nºs); Círculo negro (33 nºs, até Janeiro de 1975); Criminalidade (15 nºs; editada em Coimbra, esta é muito difícil de achar e tem quase só obras de W.Strong Ross, aliás Francisco Azevedo. Escreveu peças de teatro, e os seus livros são muito complexos, uma vez que se interessava especialmente pelas patologias que levam ao crime: bissexualidade, necrofilia, incesto, etc. E isto nos anos 50! Admira-me como a censura deixou passar... Azevedo escreveu também uma obra de espionagem passada entre Londres e Lisboa. A cena final é na praia do Guincho, e por uma vez ele abandona as locubrações psicológicas. O livro chama-se "escalada dos espiões" e, para variar, é muito difícil de  encontrar.); Enigma (não sei ao certo quantos volumes, mas são mais de cem), Esfinge, Policial, a colecção policial da Galeria Panorama, por volta de 1968/9. Pode haver mais, mas não as conheço--ainda. Nos anos 70 não houve grande coisa, recordo uma colecção da Bertrand com as obras de Simenon com Maigret a colecção Álibi (ed.70) e pouco mais.

E entramos num terreno já mais actual. Hoje existem as colecções clube do Crime, O fio da navalha, Damas do crime e mais outras que não vale a pena mencionar, pois encontram-se ainda nas livrarias.

Os escritores portugueses ocultaram-se muitas vezes sob pseudónimo. Pelos mais variados motivos, até porque em Portugal "não havia crime"... Adiante.

Frank Gold--pseudónimo de Luís Campos; Dick Haskins--pseudónimo de António Andrade Albuquerque; Van Der Bart--pseudónimo de Mascarenhas Barreto; Ross Pynn, Edgar Caygill--pseudónimos de José Augusto Roussado Pinto; Simon

Gannet--pseudónimo de Pereira da Silva; Artur Cortez, pseudónimo de Modesto Navarro; Dennis McShade, pseudónimo de Dinis Machado; George McDowell--pseudónimo de Jorge Curvelo; Adam Fulton e Ans. Shouldmake--pseudónimos de Américo Faria; pseudónimos de Gentil

Marques: Charles Berry, James Strong, Marcel Damar, Herbert Gibbons, G. D. Richardson, William Forster, Ralph Mollison, Edgard Newlite, D. G. Richter, G. E. Marshald; pseudónimos de Mariália (mulher de Gentil

Marques): James S. Falk, pelo menos.

Passando a outro assunto, as revistas policiarias. O termo policiário foi cunhado por Fernando Pessoa, que contactara com as obras de Põe enquanto esteve na Africa do Sul, escreveu alguns contos de temática policiaria, mas não aprofundou muito o assunto. Revistas: detective magazine(1946/7,22 nºs); Vampiro magazine (1950/2,24 nºs) o gato preto (1952,6 nºs e um almanaque), X magazine (3 nºs, 1950), selecções alibi (3 nºs, 1949/50), Crime (1965, ed. Fernando Melin, 1 nº), Crime (A Varatojo, 12 nºs, anos 70), Sherlock de Saias (Néné varatojo, 4 nºs, 1977), colecção policial G-3 (anos 70), XYZ magazine (35 nºs, 1979-1987), Selecções mistério (8 nºs, 1981/2), Célula Cinzenta (órgão da APP, 50 nºs, até 1996). Também Antologias de mistério de Ross Pynn(12 nºs,1966/7). E, no campo das antologias, temos: ABC Policial (organizado por Artur Varatojo), 6 nºs; História do conto policial, Victor Palla, Coimbra ed., 1947; Antologia do conto policial, Lima da Costa, ed. Arcádia, Mestres do conto policial, ed. Arcádia, 1ª série (1945) e 2ª série(1954). Antologias Policiais Ross Pynn (10 volumes de 600--800 páginas,1963/7), Antologias Dick Haskins (pequena: 4 nºs. grande 18? nºs), Antologias Shell Scott, ed. Ibis (1968/9), 22 nºs, além de livros avulso que não fazem parte de colecções. Estas, as que conheço!

Dentro desta área, existe ainda uma série de colecções "baratas" equivalentes aos Yellow papers ingleses e aos pulps americanos, ou ainda aos romances de cordel portugueses. A colecção FBI faz parte deles.

 

Está... por agora!

(por medvet)

 

Quanto aos portugueses…O problema é que muitas obras foram escritas sob pseudónimo. Não sei que idade tem o Orpheu, mas muitas obras publicadas entre os anos 30 e 60 foram publicadas sob pseudónimo porque, aparentemente, o público preferia autores estrangeiros. Muitos desses romances passam-se em Inglaterra, França, EUA… isto porque, segundo a propaganda da época “não havia crimes em Portugal”. Haver, havia, mas a censura proibia a sua divulgação. Não é do meu tempo, mas conheço pessoas ligadas ao meio nessa época, e é o que me dizem. Entretanto, do que se vai sabendo, a colecção Grandes mistérios grandes aventuras da Ed. Romano Torres até ao nº 80,tem só títulos de autores portugueses, essencialmente do Gentil Marques e da sua esposa, Mariália. São de valor um tanto irregular, mas lêem-se muito bem. A editora ASA tem uma colecção de obras de Dick Haskins um jornalista de um jornal londrino que também mete o nariz em crimes. Os livros tiveram muito sucesso internacional nos anos 60,especialmente “O isqueiro de oiro”(não é mau, mas um pouco datado).José da Natividade Gaspar tem 6 livros publicados na colecção “Os melhores romances policiais”, da clássica editora. O seu personagem é um polícia de Lisboa, auxiliado por um detective  britânico, Sam Brown; muito bons, embora difíceis de encontrar: ainda me falta o primeiro, O mistério da Ópera. Ross Pynn, no seu género, também é muito bom; pena tenho eu de já não ter chegado a conhecê-lo pessoalmente (conheço amigos dele) mas é preciso um bocado de estômago para o ler. Nunca foi de palavrinhas mansas e nos seus livros descreve a realidade nua e crua. Muita gente achou que a sua escrita era demasiado crua, e confesso que há contos dele que são arrepiantes. Pode começar pelas antologias de Ross Pynn, onde há muitos contos. O editor apresentou sempre no início de cada conto um resumo da vida e obra do autor em questão—é uma boa maneira de começar. Quanto ao resto, há muitos outros, são é quase impossíveis de encontrar, a não ser com muita paciência e pesquisa. Por agora, acho que esta explicação chega. Não quero “armar em catedrática” (embora muito fique por dizer).»


 Imagem retirada do blogue Crime Público de 14 de setembro de 2016

Medvet faleceu em 8 de janeiro de 2013.


quarta-feira, 10 de junho de 2026

A página dos Enigmas nº 300


Temos, de seguida, a publicação do problema nº 6  dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Hoje o "circo" da Fórmula 1 Policiária vai até ao Alentejo para o Grande Prémio de Évora, onde marcaram e ainda marcam presença vários policiaristas.

O problema  de hoje é de descoberta de um código, não parecendo muito difícil, mas exigindo alguma pesquisa.

É um problema de procura de uma mensagem, que se pode obter pela análise do texto.

Este género de problemas, com este tipo de chave, não é dos mus favoritos, mas, num torneio tão longo, tem o seu lugar.

Esperemos pela classificação para ver se há surpresas desagradáveis. Penso que não, que o problema é fácil, mas, a  minha experiência também me mostra a falibilidade das minhas expectativas. 

Só há um motivo para eu considerar que pode ser criada alguma dificuldade. A IA não conseguiu resolver, embora a falha cometida  tivesse sido facilmente detetada.

Basta ter atenção ao que está escrito.

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio do Évora

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 6

O segredo do cofre

de Paulo

A senhora Rosalinda Clara de Azevedo Cunha Serôdio faleceu no dia 23 de abril de 2021, exatamente dois dias depois de completar o seu nonagésimo terceiro aniversário.

Tinha cinco filhos e treze netos. Os filhos eram os herdeiros que deveriam partilhar entre si a herança, mas entre os pertences da senhora Rosalinda havia um cofre, que ninguém sabia abrir, por não se conhecer o código numérico que permitia a sua abertura.

Tinha, também, dois anos antes de morrer, e quando sabia que uma doença fatal a levaria, sem possibilidade de cura, deixado uma carta lacrada ao filho mais novo, Leopoldo.

Todos juntos, filhos, filhas, noras, genros, netos e netas, estavam reunidos para procederem à abertura da carta, que foi lida por Leopoldo.

“ Minhas queridas e meus queridos,

quando lerem estas palavras já terei falecido e espero não estar a contribuir para o aumento da tristeza que sei que estarão a sentir. Queria falar-vos do meu cofre. Aquele que está na parede da sala e de que só eu sei o segredo. Não contém nenhuma fortuna. Apenas tem fotografias da família. Todas as que eu consegui juntar, algumas ainda do século XIX. Não o incluam nos bens que irão repartir. Façam com que a pessoa que descubra o segredo, que é um conjunto de quatro algarismos, fique com o seu conteúdo, nem que seja um neto ou uma neta. É só isto que eu vos peço, eu que não sei em que data irei morrer, que é algo que ninguém sabe, mas sei que será breve. Apenas tenho a certeza do ano em que nasci.

O segredo do cofre encontra-se aqui nesta carta. Em mais nenhum local. Todos os elementos poderão e deverão ser retirados desta missiva.

Não é bem verdade que dentro do cofre estejam só fotografias. Também lá esta a minha obra literária favorita, com uma dedicatória feita pelo autor. A minha obra literária favorita é aquela em que José Saramago descreve o percurso do senhor doutor Reis, de Lídia e de Marcenda. Meus queridos e minhas queridas, não interessa para nada o ano em que Saramago escreveu esta maravilhosa obra-prima, que relata o ser e o caráter do povo português quando eu ainda era uma criança.

Relembro ainda as muitas vezes que desci os degraus da escada para a rua, que já sofreram algumas alterações desde a sua construção, que agora está em obras e nem sei como irá ficar. Não consigo imaginar quantos degraus terá. Provavelmente não terá importância, porque também não sei se ainda os descerei mais alguma vez, depois de ter escrito esta missiva.

Não esqueço, porque nunca esqueci, também uma pessoa que as minhas netas e os meus netos não conheceram e que só puderam ver através de fotografias: o vosso avô Gilberto, que faleceu na operação Mar Verde. Embora nunca surgisse nos números oficiais, eu sei que o Gilberto lá estava, porque ele me disse que iria estar.

Depois, existem os dias maravilhosos que passei com todos vocês, desde o meu filho mais velho até à minha neta mais novinha.

O importante não é cada um dos momentos, é o todo no seu conjunto. A soma de todos, tal como é esse o caminho para a chave do cofre, em que cada parcela tem o mesmo número de algarismos do resultado final.

Façam o que eu vos peço: quem descobrir o segredo que estas palavras contêm, que fique com o conteúdo do cofre.

A  mãe e avó que sempre vos amou

Rosalinda."

Não demorou muito até que um dos netos apresentasse os quatro números que permitiam abrir o cofre.

Qual era esse conjunto de números e como foi descoberto?

As soluções  devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 30 de junho:

 a - enviadas pelo correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.com;

 b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;

 c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.


terça-feira, 9 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 299

 



Foram dois em um. Desta vez é relembrado o I.o Grande Torneio de Fórmula Um Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem a Jartur,  O Torneio de Fórmula 1 não permitia que todos os concorrentes pontuassem. Cada problema correspondia a um Grande Prémio com apenas 6 concorrentes a pontuar, com as melhores soluções. Deste modo, todos somavam os pontos para o Torneio de Homenagem a Jartur. Deve referir-se que as regras do Campeonato de Fórmula 1 eram, na época, diferentes dos atuais, e era com base nessas regras que o campeonato policiário era disputado.


Problema 1, Mais uma morte, de Jersil, em janeiro de 1980.

Elementos da solução.

Contradição das declarações com o cenário

Técnica criminalística: disparos

 

Problema 2, Os ciganos, a burra e o morto, de Zé Chery, em fevereiro de 1980.

Elementos da solução.

Contradição entre as declarações e o cenário.

Conhecimento impossível de alguns factos

  

Problema 3, Évora, 14.10.79, de O Gráfico, em março de 1980.

Elementos da solução.

Contradições entre as declarações e os factos reais.

 

Problema 4, Um espirito meticuloso, de Mike Hammer, em abril de 1980.

Elementos da solução.

Análise dos pormenores, somando-os e chegando à solução correta.

 

Problema 5, Um crime na aldeia, de Jotelmar, em maio de 1980.

Elementos da solução.

Junção de vários pormenores, inferindo a solução final.

Técnica criminal: disparos

 

Problema 6, A morte do fotonovelista, de Marvel, e, novembro de 1980.

Elementos da solução.

Junção de vários pormenores que permitem inferir a solução.

 

Classificações

 

Fórmula 1

1º Raul Ribeiro, 31 pontos

2º L.P.,  28 pontos

3º Detective Invisível, 15 pontos

4º Durandal/Angélica,  14 pontos

5º Jolly Jumper,  12 pontos

 

Torneio Paralelo de Homenagem a Jartur

Torneio Jartur

1º Durandal/Angélica, 56 pontos

2º Raul Ribeiro, 56 pontos

3º Detective Invisível, 56 pontos

4º Big Ben e Detective Misterioso, 56 pontos.

 

Originalidade

1º L.P., 20 pontos

2º Angélica/Durandal, 13 pontos

3º O Gráfico, 10 pontos


segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Página dos Enigmas nº 298

 

Secções Policiárias: "Desafio Ao Leitor" em Jornal do Cuto



Nem só de secções duradouras se fez o policiário em Portugal. Desafio ao leitor foi uma secção de curta duração. Teve início em 1/6/77 e fim em 1/2/78, com periodicidade mensal. Apresentava-se no “Jornal do Cuto”, uma revista de banda desenhada da década de setenta. Foram publicados 8 problemas, todos da autoria de Edgar Caygill, que também orientava  a secção. Edgar Caygill era o pseudónimo de Roussado Pinto, director do “Jornal”.

Os problemas eram todos muito simples, geralmente baseados numa contradição emergente das declarações de um dos suspeitos. Apenas num dos problemas se seguia o método da eliminação dos suspeitos até chegar ao criminoso verdadeiro. Não tendo como objetivo fazer torneios, em que pela regularidade se determinaria o melhor solucionista, a facilidade dos problemas era perfeitamente justificada, permitindo a um grande número de concorrentes acertar na solução.

Paul Justice, jornalista especializado em criminologia, e o inspector Sam “Sixkiller”, eram as personagens intervenientes em todos os problemas publicados.

O problema  “A morte de Mr Richmond” foi acompanhado com desenhos de Vítor Peon.

Eis a lista dos problemas publicados, data da publicação e número de concorrentes.

Data da publicação

Problema

Nº de concorrentes

1/6/77

O roubo do banco

203

1/7/77

O rapto do bebé

179

(103 acertaram)

1/8/77

Um carro dentro do rio

165

(97 acertaram)

1/9/77

Um crime na noite

350

(263 acertaram)

1/10/77

Quem matou John Soil

147

(5 acertaram)

1/11/77

A morte do professor Burke

169

(113 acertaram)

1/12/77

A morte de Mr Richmond

164

(89 acertaram)

1/1/78

O caso do industrial mundano

23 (5 acertaram)

O número de concorrentes pode considerar-se com um valor bastante aceitável, comparando com as outras secções que, ao tempo, existiam espalhadas por várias revistas.

O problema “Um crime na noite” tem um número de solucionistas muito acima do habitual. Não é de excluir uma gralha tipográfica.

O reduzido número de concorrentes no último problema poderá ficar a dever-se ao fim da revista. A revista de 1/2/78 foi a última, pelo que, nesse último número, em que foram publicadas todas as soluções atrasadas, também foi publicada a solução do problema publicado no número anterior. Obviamente que no momento em que terá sido enviado para publicação o derradeiro número, teriam ainda chegado poucas soluções