terça-feira, 29 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 361



Volta ao Mundo em Literatura Policiária: França

Depois de Espanha, dá-se uma passagem pela França, e de Madrid vai-se até Paris. São muitos os livros publicados em Portugal cuja ação decorre nesta cidade ou nos seus subúrbios. Aqui vai sr referido um clássico da literatura policial, cuja principal ação decorre em Paris: Rififi, de August Le Breton.


Usando Georges Simenon é possível percorrer bastante França.

Assim temos:

O doido de Bergerac, com um passeio à região de Dordogne.

Maigret e a morte do sr Gallet, leva a um passeio a Saint Fargeau

Maigret e o porto das brumas, conduz-nos a Ouistreham, a norte de Paris.

Maigret e o crime na escola, vai Maigret à região de La Rochelle.

Em Maigret e o Inspector Cadáver, o comissários vai até Saint-Aubin-les-marais, perto de Niort, e não muito longe de La Rochelle

Maigret também se desloca par o Sul de Paris ,e  assim chega à região de Vichy em Maigret nas termas.

Para ir mais a sul, onde o tempo meteorológico é melhor, sugiro uma obra de Gaston Leroux: O perfume da dama de negro, e com esta obra faz-se um passeio até à Côte d’Azur.

Para terminar, volta-se a Paris, pela mão de Edgar Allan Poe.

domingo, 27 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 360

 

Banda Desenhada Policiária - Simon Crane


Simon Crane é uma série criada nos anos 60 na Grã-Bretanha num revista juvenil feminina.

Simon Crane é um detetive particular que vive pequenas histórias onde aplica as distintas deduções para resolver os seus casos.

Entre nós, foi conhecido em 1978, em histórias de duas páginas desenhadas por Vitor Péon, numa reedição da publicação original.



sábado, 26 de setembro de 2026

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

terça-feira, 22 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 357

 Do texto para os ecrãs


O desconhecido do Norte expresso


O livro foi lançado em 1959 e, em Portugal, no número 70 da coleção Vampiro, possivelmente em 1952 ou 1953.

No original chamas-se Stranges on a train, que é o mesmo título dado por Alfred Hitchcoock o realizador da adaptação cinematográfica deste livro de Patricia Higsmith.

Se Hitchcook já era um realizador com nome feito em Hollywood, Patrícia Highsmith, embora já tivesse surgido a escrever contos, tem aqui o seu primeiro romance.

O livro teve uma reedição em Portugal em 2014, pela Relógio d’Água.



domingo, 20 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 356

 Todos os meses, no dia 20 ser apresentado um autor português que escreveu livros que se inserem na literatura policial.

Adolfo Coelho



O primeiro autor de que se irá falar é Adolfo Coelho.

José Adolfo Coelho nasceu em 1899 e morreu em setembro de 1953.

Foi funcionário do Ministério da Agricultura e Pesca e por volta de 1930 introduziu em Portugal o documentário de carácter cultural e didático, o chamado filme agrícola, de que se tornaria um especialista devotado, competente e extremamente interessado. Fez a montagem e a realização de muitos documentários. Realizou mais de cinquente  para os serviços onde trabalhava.

Nas décadas de 20 e 30 do século passado publicou vários livros, sendo o mais conhecido O segredo do H.21. Este livro foi bem recebido pela crítica, na primeira edição, em que o autor assinava J.Stew, mas o mesmo não se passou quando a segunda edição foi assinada por Adolfo Coelho.

No anos seguintes fez traduções para a Clássica Editora.

Dirigiu nesta editora a coleção Os Melhores Romances Policiais, onde publicou o seu segredo do H.21, 1ue teve duas edições.

Foi redator de diversos jornais, escreveu vários livros e teve ainda carreira cinematográfica, escrevendo em 1940 o argumento de Porto e Abrigo, mas que em França ficou conhecido como Aventuras Policiais.

Também escreveu em conjunto com Reynaldo Ferreira e  com Félix Bernardes.

 

 

 

Parte inferior do formulário

sábado, 19 de setembro de 2026

A página dos Enigmas nº 355

 


ENIGMAS CURTOS


As trutas


Cláudio foi à pesca para uma zona proibida.

No regresso encontrou um guarda e teve que lhe dar metade das trutas que pescara e mais duas. Um pouco depois, apareceu outro guarda; deu-lhe, também, metade das trutas que lhe restavam e mais duas. Perto da casa, terceiro guarda! Deu-lhe metade das trutas que levava e mais duas. Chegou a casa só com uma truta.

Quantas trutas tinha pescado?

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 354

 


HUMORISMO POLICIÁRIO

A resposta 

No julgamento o juiz pergunta à testemunha.

- E o senhor Augusto Oliveira está viúvo há muito tempo?

Augusto Oliveira respondeu.

- Sim meritíssimo, há muito tempo.

- E desde quando é viúvo? - Questionou o juiz, impaciente por não ter esta resposta à primeira.

- Desde a morte da minha falecida esposa.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 353

 

Os detetives dos policiaristas - Inspetor Garrett


Chama-se João Garrett, é inspetor da Polícia Judiciária e é sobrinho da Tia Laurinda,  com quem gostava de jantar, enquanto ela esteve viva. A tia Laurinda é a outra personagem “detetive” criada pela dupla Búfalos Associados

A primeira vez que o Inspector Garret é detetado foi no problema “O quinteto era de corda”. Nesse problema trabalha com o sargento Paes, que logo no problema seguinte, Convite fatal, publicado em 2010, passou a Pais. 

É um leitor muito convicto, apreciando ler antes de dormir, e gosta de ouvir música clássica.

Garret fez a recruta em Mafra, antes de ser mobilizado para a guerra em Angola em 1962.

O inspetor Garrett é um leitor assíduo da secção Policiário do jornal Público. Não tem netos, por isso gosta muitos dos dois, que são netos do seu colega de trabalho, o inspetor Miguel, e vivem no seu prédio.


domingo, 13 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 352

 

Policiaristas: Inspetor Boavida


Imagem recolhida do blogue Repórter de Ocasião de 27 de janeiro de 2025

Salvador Santos surgiu já tarde no policiário. Surgiu como Smaluco, no Campeonato Nacional de Problemas Policiários na época 2001-2002.

Nasceu em 1949 em Lisboa. Foi uma pessoa sempre muito ligada ao teatro, tendo exercido diversas funções nesta área.

Usou os pseudónimos de Smaluco, Inspetor Boavida e Zé Coxo. É possível o uso de outros não identificados,


Imagem recolhida do blogue O Inspector Fidalgo de 30 de abril de 2024. O Inspetor Boavida em 16 de outubro de 2005

Em 2006 começou a evidenciar-se na decifração, quando venceu na secção Mundo dos Passatempos, no jornal O Almeirinense a O Torneio Primavera e a classificação As Melhores nesse mesmo torneio. 

No ano de 2008, no mesmo jornal e secção, venceria novamente a classificação de As Melhores, desta vez no Torneio Domingos Cabral.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo, mostrando o Inspetor Boavida no convívio de Coimbra em 2008

2013 seria o ano em que na secção Policiário,, do jornal Público, seria o vencedor da Taça de Portugal de Problemas Policiários, o Policiarista do Ano e terminaria a época como número 1 do Ranking.

Além destas provas, onde a vitória é um sinal de grande consistência nas soluções enviadas, foi o vencedor de várias Melhores Soluções.

Na produção de problemas policiárias, surge como um autor bastante prolífico, tendo eu referenciado 31 problemas da sua autoria, o que dá mais do que 1 problema em cada ano de atividade policiária.

Criou a personagem de Smaluco, um agente da judiciária, e depois ex-agente, especialista em colecionar fracassos, e a mulher por quem se apaixonou: Natália, que é a responsável pelo seu envolvimento em vários crimes. Aliás, ela própria, será condenada. Há outros elementos que passam pelas histórias de Smaluco, mas não têm a mesma relevância.

É possível acompanhar a evolução destes dois personagens, Smaluco e Natália, e do seu relacionamento, lendo os problemas cronologicamente.

O Inspetor Boavida  publicou os seus problemas em vários locais: O Lidador das Cinzentas, Público, blogue Clube de Detectives, blogue Repórter de Ocasião, Sábado, O Almeirinense e Audiência Grande-Porto.


Imagem do blogue Repórter de Ocasião de 27 de janeiro de 2024


Em 30 de novembro de 2003, foi um dos elementos fundadores da Tertúlia Policiária do Norte, organizadora de alguns encontros de policiaristas, eventos onde o Inspetor Boavida participou.

Pouco tempo depois de aparecer no policiário criou, em 7 de janeiro de 2003 o blogue Local do Crime, que manteve a funcionar até 2009, altura em que interrompeu. Voltou com o blogue em 16 de novembro de 2016, fazendo do blogue a “caixa de ressonância” de “O Desafio dos Enigmas”, espaço que vem orientando desde essa data no jornal Audiência - Grande Porto. Mais recentemente, o blogue ganhou alguma autonomia editorial publicando outros posts.

A sua apetência para a escrita levou-o a escrever alguns contos publicados no blogue Local do Crime e no jornal Audiência - Grande Porto, assim como a colocar em livro alguns dos casos onde intervém Smaluco: Smaluco – um detetive muito especial.

O Inspetor Boavida é sem dúvida um policiarista especial.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 1 de agosto de 2024. O Inspetor Boavida em 27 de julho de 2024



quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 351

 


Publica-se do problema nº 8  dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Hoje regressam os problemas policiários com o Grande Prémio de Lagos. Foi esta a localidade algarvia usada para homenagear todos os policiaristas algarvios, que foram muitos e deixaram a sua marca bem presente na modalidade.

Este problema que hoje se publica, insere-se naquilo que se designa de "eliminatórias" e não apresenta  grandes dificuldades.

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio de Lagos

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 8

O bando

de Paulo

Somos cinco. Cinco elementos que formam aquilo que a sociedade resolveu chamar um bando de ladrões. Mas somos um bando que nunca foi apanhado. Nunca nenhum de nós foi preso, e isso deveu-se a fazermos sempre uma perfeita planificação das nossas atividades.

Mas vou começar pelas apresentações. Temos o Ligeiro, que adquiriu esta alcunha pela enorme velocidade com que consegue correr. Depois o Assassino. Eu sei que a alcunha é terrível, mas quando souberem a sua origem terão que esboçar um sorriso. O Assassino é perito em matar moscas. Apanha-as com a mão e atira-as violentamente contra uma parede, matando-as. Há o Trinca-Espinhas, que, como a alcunha indica, é muito magro. Há o Jeitoso, que, não sei se será daí que vem a alcunha, é o nosso "desligador" oficial de alarmes eletrónicos, e há o Arrotos, de quem a alcunha diz tudo, sem ser precisa mais nenhuma explicação para a origem do apodo.

Qual é a minha alcunha? Isso é o que todos queriam saber, mas eu não digo! É uma daquelas cinco.

Íamos roubar um colar de diamantes, que sabíamos estar num cofre colocado numa vivenda, e sabíamos, também, que nenhum dos proprietários estaria no local quando fizéssemos a operação. A nossa planificação era, como sempre, pormenorizada. Havia um vigilante, não fossem os donos aparecer quando estávamos dentro da casa; um arrombador da porta; um elemento que desativaria os alarmes eletrónicos, o arrombador do cofre, e, finalmente, o transportador do colar.

O assalto foi um sucesso, mas eu apenas vos posso contar alguns pormenores, não vá alguém transmitir informações indevidas à polícia e virmos a ser todos detidos.

O Assassino tinha uma visão perfeita e era aquele que era utilizado para avisar os restantes elementos, caso os proprietários surgissem de surpresa. O Trinca- Espinhas, avesso a arrombar portas e a fazer transporte de objetos roubados, estava sempre atento aos seus avisos.

O Ligeiro fazia qualquer coisa, desde que não o mandassem arrombar portas de casas, ao contrário do Arrotos, que não queria fazer outra coisa.

Não foram dadas mais informações, mas já é possível saber quem foi que transportou o colar. Quem foi? Explique convenientemente a sua resposta.

As soluções  devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 30 de setembro:

 a - enviadas pelo correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.com;

 b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;

 c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.



quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 350

 


Inspirado numa ideia de Sete de Espadas, a seccão  À Lupa, orientada por Pal e F. Perlico, levou a efeito o Torneio 4 Estações- 1993

 

Etapa Primavera

 O Mistério do laboratório, autor desconhecido, Março de 1993

 

Elementos da solução

Contradição entre as declarações e as horas.

 19 Concorrentes

 

Etapa Verão

 Um crime a bordo, autor desconhecido, Junho de 1993

 

Elementos da solução

Impossibilidade de conhecimento dos factos

21 concorrentes

 

Etapa do Outono

 Cena do Crime, Autor desconhecido, de setembro de 1993

 

Elementos da solução

Observação da imagem, encontrando elementos que indicam homicídio.

15 concorrente

 

Etapa do inverno

O caso do falso diplomata, autor desconhecido, dezembro de 1993

 

Elementos da solução

Elementos falsos não texto

12 concorrente

 

No total houve 26 concorrentes

A classificação geral ficou ordenada da seguinte forma

1º Lugar Mali & Pintinha

2º Lugar- Medvet

3º lugar Faria

4º Lugar Milena & Lycar

5º lugar molécula

 

Na prova C dedicada os Problemas Policiarios, um em cada etapa, o primeiro classificado foi o Detective Invisível, seguido da dupla Milena & Lycar e Faria em  terceiro lugar.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 349

 

Secções Policiárias: Mistério Policiário no Mundo de Aventuras (1)


A análise de Mistério Policiário irá dividir-se em 3 partes. Não será uma divisão temporal equitativa, mas, uma divisão feita com base noutras características. Assim, esta primeira parte faz referência à secção Mistério Policiário, desde o seu início até a16 de setembro de 1976. No dia 23 desse mês iniciava-se o torneio Primeiras Buscas.

A secção Mistério Policiário foi, sem dúvida e sem menosprezo por todas as outras que existiram na mesma época, a secção mais importante dos anos 70 e 80, devido à sua duração e ao número de concorrentes que por lá passaram e se iniciaram

 A secção existiu no “Mundo de Aventuras”, (MA), uma revista de banda desenhada e foi orientada por Sete de Espadas.

Dadas as características da revista onde a secção se publicava os concorrentes eram na sua maioria muito jovens, embora por lá pontuassem também alguns veteranos.

A primeira aparição ocorreu no dia 13 de março de 1975. Foram 51 os concorrentes que apareceram nesse primeiro número, respondendo a um problema de palavras cruzadas e a um pequeno teste de cultura geral. O primeiro problema policiário viria a surgir apenas na semana seguinte, MA nº 77, juntamente com mais um problema de palavras cruzadas e outro teste de cultura geral. Não é indicado o autor do problema, pelo que tudo indica que seja o próprio Sete de Espadas. Responderam 43 concorrentes.

Nas três semanas seguintes outros tantos problemas surgiram, dois deles, mais uma vez sem indicação do autor. Durante algumas semanas os problemas policiários desapareceram, dando lugar a testes e outros passatempos.

O número de concorrentes não era muito alto, começando a baixar, até que o reinício da publicação de problemas policiários faz aumentar ao seu número. Ao atingir o MA nº 100, foi apresentada uma estatística que apontava para 262 concorrentes entre os números 81 e 99. No nº 93 não se publicou a secção por falta de espaço.

Um dos problemas da secção, na minha perspetiva, surgiu da falta de assertividade, visível nos casos em que era dito que os passatempos publicados não pertenciam a um torneio, mas depois era apresentada uma classificação geral final.

Em 28 de Agosto de 1975 inicia-se o primeiro torneio da secção que se intitulava I Grande Torneio, que se dividia em duas partes: A) Passatempo, com testes e Palavras cruzadas e B) Policiário, com os problemas policiários.

O torneio englobava as duas vertentes: Produção e Decifração.

Até ao final do ano tinham sido publicadas 9 provas quer do A) quer do B), continuando o torneio no ano de 1976.

Este torneio foi importante no crescimento da secção, pois logo no primeiro problema publicado houve 211 concorrentes. Os problemas publicados nesse ano, foram, regra geral, bastante acessíveis, embora seja de salientar Natal! de Big Ben, a prova nº 9 do I Grande Torneio, em que houve apenas 3 concorrentes a acertarem totalmente.

Não houve grandes polémicas neste primeiro período. Apenas o problema O caso do colar de esmeraldas roubado suscitou alguma contestação. A chave não era muito bem fundamentada, deixando uma via aberta, para que se indicasse um outro ladrão que não o que o autor apontava.

Foram publicados neste período os seguintes passatempos:

 

47 problemas policiários

27 problemas de palavras cruzadas

13 testes de Cultura Geral

2 teste de Banda Desenhada

8 testes de Literatura Policiaria

4 testes sobre assuntos variados, não englobados nas categorias anteriores

2 enigmas figurados

1 pilha de palavras

2 testes de observação

4 siglogramas

1 quebra-tolas

Foram 111 passatempos diferentes.

Em 5 de Fevereiro terminou o torneio atrás referido, iniciando-se uma semana depois, no dia 12, uma prova dedicada só a problemas policiários, o Interregno, que apesar de não ser um Torneio, tinha os problemas numerados, e viria a ficar marcado por alguns acidentes de percurso, como soluções extraviadas, e polémicas relativas à solução de um dos problemas: “Um pormenor que não condiz”, pois segundo alguns concorrentes o problema admitia mais do que uma solução. Em consequência de todos estes factos o torneio “evaporou-se”, não havendo notícias de soluções nem classificações a partir de determinado momento. Seguiram-se depois alguns problemas policiários e passatempos a té se iniciar uma outra fase de torneios.

Sete de Espadas tinha uma parte de Mistério Policiário, que iniciou no número 80, designado Chamada Particular, onde respondia a cartas dos concorrentes. Nem todas as cartas eram respondidas na Chamada Particular, pois em E… Como vamos de produções?, também entrava em diálogo com os leitores fazendo o registo das produções recebidas, dizendo logo se eram aproveitáveis ou não o eram.

A partir de determinado momento eram frequentes os anúncios dos convívios a realizar. Como não podia deixar de ser, tinha Retificações, onde indicava gralhas e erros anteriormente cometidos na publicação.

A secção começou com 2 páginas, não sendo publicada apenas no número 93 da revista  Mundo de Aventuras, mas no momento em que terminava esta primeira parte, o sucesso da secção fazia com que há vários meses não baixasse das 4 páginas, embora por vezes publicasse as reportagens dos Convívios noutro local, embora aqui estejam contabilizadas. A título de exemplo refira-se o número 122 onde a secção ocupa 6 páginas e o número 126 onde 4 páginas são ocupadas por Mistério Policiário, mais duas com reportagem de um convívio.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A página dos Enigmas nº 348

 


Publicam-se as soluções da Estátuas de Viseu.


Não era propositadamente, um teste difícil. mas as pontuações obtidas pelos concorrentes parecem não refletir esse facto.

Convém referir algumas situações

Pedia-se a localização de cada monumento. Houve concorrentes que apenas identificaram a estátua, sem a localizar. 

Claro que convém conhecer os sítios para  aceitar respostas alternativas.

A- A Estátua do Infante D. Henrique no início da  já esteve na Praça da República, mas desde há muito aos que foi alterada a localização. Foi aceite como resposta  correta o final da Avenida Infante D. Henrique, no início da rua Nossa Senhora de Fátima ou da avenida Engrácia Carrilho.

C- Foi aceite Avenida da Bélgica.

F - Foi aceite  Largo  Alves Martins.

H - Não foi aceite como resposta rua D. Duarte. A praça está bem definida em relação à rua.


A – Infante D. Henrique – Rotunda junto à Igreja Nova

B – Eugénia Mendes Viseu - No jardim do Lar de S. Caetano

C – Viriato – Junto à Cava de Viriato

D – O melhor sono da nossa vida – Jardim das mães

E – Almeida Moreira – No espaço da Casa Museu Almeida Moreira

F – Alves Martins- Jardim de Santa Cristina

G – José Coelho - Jardim da antiga Casa das Freiras de S. Caetano – Via Sacra

H – D. Duarte - Praça D. Duarte


Cada estátua com identificação correta correta vale 0,5 pontos, assim como a localização.


Com 10 pontos- Totalistas

Bertita, Clóvis, CSSPS, Doula, Edomar, Guilherme, Menino Nelito, O Gráfico, Rosa Marques e Virmancaroli.


Com 9 pontos

Alma Gentil, Detetive Lurma, Inspectora Marta, Kali Mero, Mali, Pintinha, Poluidora, Tiago Reis e Vasco Ribeiro.


Com 6,5 pontos

Mandrake Mágico e O Pegadas.


Com 6 pontos

Cris, Detective Alberto, Detective Rosa, Didão , Fotocópia, Háspide, Inspector 27797, Os Super Heróis do Policiário e Robert Strike.


Com 5,5 pontos

Detective Suricata, inspector Ryckyi, Nubis e Rainha Kátya.


Por sorteio, o prémio foi para Nubis.



sábado, 5 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 347

 

Os inícios - Crime S. A.



Os mortos não falam foi o livro escolhido para iniciar a coleção Crime S.A. da Editora Ulisseia, em 1990. O título é original, Speak  for the dead, de 1988, sendo a obra  da autoria de Margaret Yorke,

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 346

 


Série – Drury Lane


Drury Lane é um antigo ator de teatro. Afastado dos palcos devido à sua surdez, os proventos ganhos enquanto ator permitiram-lhe construir um castelo nas margens do rio Hudson. Para aceder aos seus domínios é necessário transpor uma ponte rústica, com um guarda a proteger a entrada, e que se encontra fechada com um portão de ferro.

A seguir à ponte aparece uma floresta de carvalhos, após a qual se encontra uma clareira onde se ergue o castelo, com torreões, ameias e muros de granito. Depois de se entrar no castelo há uma outra estrada que serpenteia entre jardins. Para aceder à casa é necessário passar uma ponte levadiça sobre um fosso. Poder-se-ia pensar que se está perante alguém que se quer proteger de invasores, mas tudo não passa de excentricidades de milionário.

Lane foi um actor especializado em peças de Shakespeare. Os seus criados no “castelo” que habita, todos eles antigos trabalhadores do teatro, fosse na arte de representar ou em outra qualquer outra atividade, têm  nomes de personagens criadas por este autor: Dromio, o motorista; Falstaff, o mordomo; Quacey “caliban”, o jardineiro.

 Fisicamente a primeira descrição de Lane surge quando ele já tem 60 anos, apresentando-o como alto e magro, olhos verdes acinzentados, pescoço bronzeado e musculoso. Possui voz sonora e possante. Esta descrição é válida para os dois primeiros casos em que surge. Os dois últimos decorrem 10 anos mais tarde, quando Lane já tem 70 anos, e no seu terceiro caso, A tragédia do Z, surge como tendo ombros curvados, cabelos brancos, andar vacilante e aspeto doente, situação essa que acabará por influenciar o desenlace em A última tragédia. Drury Lane tem a faculdade de ler os lábios dos seus interlocutores, o que só lhe permite “escutar” uma pessoa de cada vez.

O primeiro caso em que Drury Lane surge é A tragédia de X, onde as suas qualidades de detetive são solicitadas pelo Inspetor Thum e pelo procurador distrital Bruno. Durante o desenrolar da ação tem-se conhecimento que a primeira façanha detectivesca de Lane foi num caso que ele resolveu e comunicou por carta à polícia.

A atuação de Lane por vezes ocorre à margem da lei. Em A tragédia de Y, uma criança comete uma série de crimes. Para evitar que a atividade criminosa continue fica a insinuação de que Lane matou a criança.

No seu último caso, A Última tragédia,  já condenado à morte pela doença, ele comete uma assassínio, embora se possa alegar que em autodefesa, para salvar uma carta de Shakespeare. Tendo sido descoberto esse seu ato pela filha do seu amigo Thum, ele suicida-se.

Como nota curiosa dos seus casos, fica a descrição de uma execução na cadeira elétrica a que Lane assistiu em A tragédia de Z, caso que é narrado na primeira pessoa por Patiente Thum, filha do inspector Thum, que nessa altura tinha já deixado a polícia, dirigindo uma bem sucedida agência de detetives. É a surdez de Lane que deixa a pista que permite a Patiente chegar à verdade.

A série originalmente surgiu criada por Barnaby Ross, um pseudónimo que representava a mesma dupla de escritores que assinava como Ellery Queen.

 

 Eis a lista dos episódios protagonizados por Drury Lane.

Titulo em Português, Coleção, Editora, Titulo original, Data da publicação original

A tragédia de X, Vampiro, Livros do Brasil, The Tragedy of X, 1932

A tragédia do Y, Circulo de Leitores, The Tragedy of Y, 1932

                                 Xis, Minerva             

A tragédia do Z, Policial, Empresa Nacional de Publicidade, The Tragedy of Z, 1933

A última tragédia, Xis, Minerva, Drury Lane's Last Case,  1933


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 345

 


Este conto foi o vencedor da 4 ª edição do Concurso Literário Professora Rosinda de Oliveira, decorrido em 2022. 

Ouvem-se tiros, uma ameaça de morte, mas... por isso o conto fica no reino do insólito.


As dimensões do medo

Autor: Paulo


Passara mais de uma hora desde que se sentara. O medo e o terror dominavam-no. Pessoas que não conhecia perguntavam e respondiam por ele. O suor envolvia-o. A escuridão cercava-o. Vultos sem rosto em seu redor. Sentados. Como ele. Mexeu-se. Assustado. O que fazia naquele lugar? Não recordava como ali chegara. Tentou levantar-se. Um dos desconhecidos gritou. À sua frente,

– quieto!­

Deixou-se cair na cadeira. Espantado. Aterrorizado. O homem apontava-lhe uma arma. Voltou a gritar,

­– quieto! não volto a repetir!

Ficou com os olhos escancarados. Presos na arma. Porquê? O que estava a suceder?

­– confessa que foste tu!­ confessa minúsculo verme!

O espanto e o medo misturavam-se. Uma sensação de vazio subiu do estômago. Enovelou-se na garganta. Não conseguia falar. Só a vigília húmida do medo o mantinha consciente,

– foste tu que os mataste, não é verdade? assume o teu crime!

Transpirava cada vez mais. Aumentava o desconforto da roupa humidificada na pele quente,

 – quieto!

Já nem os olhos ousava mexer. Pupilas paradas no espanto e no medo. Só podia ser um sonho. Um pesadelo. Meteu a língua entre os dentes. Apertou. Apertou. Apertou. Começou a doer-lhe. Percebeu que não era um sonho. Era tudo real. Estava a ser acusado de um crime que não cometera,

– sei que foste tu! matares uma mulher e duas crianças a sangue frio! assassino!

Sabia finalmente qual fora o crime. Descobrira de que o acusavam. Conseguiu gritar,

– não fui eu! não fui eu! não fui eu!

Ouviu vozes de irritação enfadada,

– chiu! calado!

As vozes vinham de todos os lados. Afundou-se um pouco mais na cadeira. Que lhe iriam fazer? Seria morto? Começou a chorar. Primeiro numa lágrima temerosa. Depois num convulsivo choro silencioso. Nada fizera para merecer tal castigo,

– não chores! és um cobarde! não vou sentir pena! tal como tu também não sentiste quando os mataste!

Tinha medo. Não queria morrer. Viu o homem apontar-lhe a arma ao coração. O dedo curvar-se sobre o gatilho. Numa lentidão agonizante a curvar-se. A curvar-se. A curvar-se. Ouviu a detonação. Não sentiu nada. Expirou o ar que os seus pulmões continham, O homem falhara. Iria disparar novamente? Escapara uma vez. Sobreviveria da próxima? O homem virou-lhe as costas. Afastava-se com a arma pendendo-lhe da mão. Alguém acendeu as luzes. Olhou em redor. Viu os vultos tomarem formas bem definidas. Levantavam-se das cadeiras onde estavam sentados. Terminara a sessão de cinema em três dimensões.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A Página dos Enigmas nº 344

 



Notícias


Repórter de Ocasião

O blogue tem Os Primórdios da Problemística Policiária,  republicando um conjunto de problemas publicados originalmente no Mosquito Magazine, em 1940 e 1941, e republicados pelo Inspector Aranha no Correio do Ribatejo. 

Tropeções Policiários é uma nome de uma rubrica onde são lembrados alguns episódios do policiarismo português e dos seus intervenientes.

O blogue está republicar textos editados pela Tertúlia Policiária da Liberdade. Depois de Triânguko Equilátero, segue-se Tempicos no Castelo de Chamborg.


Clube de Detectives

Além das ligações aos blogues ativos, e da recordação de secções e problemas publicados noutros tempos, vai divulgando o acervo  do Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa, que acumula o resultado das pesquisas efetuadas pelo confrade Jartur.

Neste momento, entre secções do passado e do presente, incluindo as dedicadas ao charadismo, o Clube de Detectives apresenta referências aos seguintes espaços: A Página dos Enigmas, Repórter de Ocasião, Local do Crime, O Inspector Fidalgo, Charadas & Charadistas, Palavras Cruzadas Clássicas e Charadas e  Momento do Policiário. 


Momento do Policiário

No blogue podem ler-se várias Rubricas: Momento de Humor, Vídeo Sherlock Holmes, Desafios de Lógica,  Hora do Conto, De Regresso ao Passado, À Volta do passado, Clube do Livro Policial, Murdoku e Problema Curto. São ainda publicados outros posts sobre questões de atualidade, curiosidades, problemas a concurso e elementos de técnica policial e criminalística.
Chama-se também para um novo estilo de problemas policiários em Murdoku, do qual já foi conhecido o resultado do quarto problema. 

Nos Problemas Curtos segue na frente, após a publicação dos resultados do 9º caso, o confrade Arjacasa.


Local do Crime

Os problemas enviados para o  Concurso de Enigmas Policiários (Produção) “Mãos à Escrita!”, serão publicados no Torneio Solução À Vista 2026 a partir de janeiro de 2026, ou seja, está a decorrer um torneio a realizar no blogue Local do Crime.

Foram publicadas as soluções do problema nº 7 do Torneio Solução À Vista 2026, e a classificação. Neste problema a melhor solução é de Veni Vidi Vicei:

Após o sexto problema, a classificação geral é comandada pela Detective Jeremias, seguida pela Dona Sopas.

O problema nº 8 deste torneio, Viagem pelo policiário, do Inspector Moscardo,  foi publicado em  1 de agosto, tendo as soluções sido enviadas até ao final do mês desse mês.

Entretanto, a partir 1 de setembro de 2026, podem ser enviados contos para  salvadorsantos949@gmail.com, ou para  Rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica, dirigidos a Salvador Santos, subordinados aos tema, "Um caso policial...nas férias"

Este  espaço vai ainda dando no notícia de tudo o que se realiza no âmbito do policiário em Portugal.