terça-feira, 13 de outubro de 2026

A Página dos Enigmas nº 371


  Policiarista: Inspector Moisés


Imagem retirada do blogue Repórter de Ocasião de 27 de setembro de 2023

Este post é uma homenagem a um policiarista que começou bastante jovem, na segunda metade dos anos 40, e se manteve ativo até à segunda metade da década de 70. O seu nome é Ernesto Lopes Nunes, nasceu na Espadaneira em 14 de novembro de 1928, e faleceu em  São Martinho do Bispo em 18 de fevereiro de 2022.

È possível encontrá-lo na secção Mistério e Aventura, na revista Camarada, continuou nos anos seguintes, surgindo em Mistério Policiário e numa fotografia no Convívio de Coimbra, tendo depois desaparecido do policiário, mantendo-se ativo como cruzadista e charadista, onde começou antes do policiário, com o pseudónimo de El Nunes.

È possível encontrar vitórias do Inspector Moisés em diferentes secções, além das suas respostas classificadas como a melhor solução em alguns problemas. Assim, venceu o I Torneio na secção Em Fim de Livro, orientada por Sete de Espadas na Colecção Xis, em- 10953-54, anos em que decorreu o torneio, e, ainda no ano de 1954, surgiu como vencedor na revista Guião, em Mistério e Aventura, vencendo Torneio de Encerramento.

Quando regressou ao policiário, em 1976, venceu na secção Enigma Policiário o Torneio de Abertura e As Melhores neste mesmo torneio.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 7 de janeiro de 2024. Imagem no Convívio de Coimbra em março de 1976

Apesar de deixar a decifração de problemas policiários continuou a frequentar alguns convívios.

Não escreveu muitos problemas policiários, surgem apenas 7 problemas nas minhas referências, mas existem enigmas seus publicados na revista Camarada, na Mundo de Aventuras, no Guião, na Coleção Xis e em Passatempo, alguns deles republicados posteriormente.

Mesmo com poucos problemas, criou a personagem de Eduardo de Castro. Saliente-se o problema Os cinco e o Livro, etapa 5 da Volta a Portugal em Problemas Policiários, em Enigma Policiário da revista Passatempo, publicado em dezembro de 1976. Este problema é um bom exemplo de problema de eliminatórias, onde as premissas estão no texto, ao qual é necessário acrescentar um elemento de dedução que vem da leitura do texto.  Este problema foi republicado em 2011 na secção Correio Policial, dirigida pelo Inspector Aranha no jornal Correio do Ribatejo e em O Grande Livro da Problemística Policiária, onde é identificado como um dos grandes problemas de 1976.


Imagem extraída do blogue O Inspector Fidalgo de 28 de fevereiro de 2025. O Inspector Moisés no convívio de Santarém em 26 de setembro de 1981.

Ernesto Nunes dedicou-se mais a escrita depois dos anos 70, ganhando vários prémios no país e publicando alguns livros: uns de poesia e outros de cariz policiário.

O Inspector Moisés é um nome que fica na história do policiário.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 17 de agosto de 2025. Fotografia obtida no convívio de Coimbra em 2002



sábado, 10 de outubro de 2026

A Página dos Enigmas nº 370

 


Vamos à publicação do problema nº 9  dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Santarém é a penúltima localidade que dá nome a um grande prémio. Em Santarém e arredores, não esquecendo Almeirim, do outro lado do rio, mostra como o Ribatejo serviu e serve como centro de policiarismo com muitos e bons concorrentes, que marcam  com a sua presença a modalidade.

Depois de um problema fácil, e quando nos aproximamos do final do torneio,  surge A assassina em série. Parece-me fácil, mas não seria a primeira vez que me engano, Não é um problema difícil, mas a falta de atenção ou a demasiada pressa em responder podem fazer perder alguns pontos.

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio de Santarém

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 9

A assassina em série

de Paulo

Foi uma vingança planeada. O meu irmão iria ser vingado. Primeiro, foi a investigação quando ele desapareceu. Depois, em lentos passos, a descoberta da verdade.

Como era possível? Como poderia alguém com uma vida social normal, sem problemas, desaparecer?

Eu sabia que algo estranho sucedera e investiguei. Havia mais três casos de desaparecimento nos quilómetros mais próximos.

Foi preciso pesquisar, passo a passo, levantando todas as pedras e descobrindo que os desaparecidos tinham tido uma aproximação a ela, a assassina. A assassina em série. Ela que agora seguia ao meu lado no automóvel. Ela, de quem eu me aproximara. Ela, que pedira segredo sobre a nossa relação. Ela, que me convidara a visitar uma cabana que possuía na montanha. Ela, que fora a assassina. Ela, que iria morrer. Ela, que eu iria matar.

Julgava que me levava para o sacrifício, sem desconfiar que a sacrificada seria ela.

Partíramos para a montanha, em segredo, para a nossa lua-de-mel como ela dissera, como me convinha, e ela julgava que lhe seria favorável. No carro dela, sempre bem-disposta, sempre com sorrisos, muito amorosa e romântica, fumando cigarros uns atrás dos outros Eu interpretava o meu papel e ela o dela.

Dissera-me que há quatro anos que ali não ia, que havia uma pedreira próxima que continuava em laboração. Que era uma casa quase abandonada, embora tivesse luz elétrica e outras comodidades.

Quando chegámos, saímos do carro e dirigimo-nos para a casa de madeira. Ela meteu a chave na fechadura da porta que se abriu silenciosa.

Entramos numa casa semiobscurecida, cheirando intensamente a tabaco, ela pousou a mala e beijou-me.

Olhei em redor. Caixote do lixo despejado, cinzeiro limpo,  e nenhum pó sobre os móveis.

Eu sabia que teria que agir antes dela, ou seria eu o próximo desaparecido. A noite aproximava-.se e ela disse que faria o jantar. Foi ao frigorífico de onde tirou aquilo que me pareceu ser metade de um frango.

Começou a cozinhar, enquanto eu observava tenso.

Quando seria o momento dela? Usaria veneno? Esperaria para eu adormecer? Eu teria que agir antes. E agi.

Ainda hoje, a polícia procura mais uma desaparecida. A única do género do feminino. Só tinham desparecido homens.

Eles não têm qualquer pista! Eu sei que matei a assassina!

Indique os fatores que mostram que ela era uma mentirosa e me fizeram ter  a certeza de que seria a assassina em série que eu procurava.

As soluções  devem ser entregues pelos seguintes meios, até às 24 horas do dia 31 de outubro:

 a - enviadas pelo correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.com;

 b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;

 c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A Página dos Enigmas nº 369

 



1º Concurso Mensal de Mistério e Aventura na revista Vida Mundial Ilustrada

Teve início em 11 de janeiro de 1945 e o último problema saiu 1 de fevereiro do mesmo ano.

Os problemas são classificados com um máximo de 20 pontos.

 

Problema nº 1

Houve um crime no dancing, de R.P, em 11 de janeiro de 1945

 

Elementos da solução

O criminoso refere assuntos que não poderia saber

Não existem dados para chegar a uma conclusão.

57 concorrentes

6 totalistas

 

Problema nº 2

O roubo das joias, de Lobo Cinzento em 18 de janeiro de 1945

 

Elementos da solução

Contradição entre as declarações e os factos

76 concorrentes

8 totalistas

 

Problema nº 3

Envenenado!, de Leiria Dias, em 25 de janeiro de 1945

 

Elementos da solução

 

Colocação de veneno onde a vítima o usaria.

65 concorrentes

25 totalistas

 

Problema nº 4

O crime do jogador, de Artur Varatojo em 25 de fevereiro de 1945

 

Elementos da solução

Problema de eliminatórias

62 concorrentes

21 totalistas

 

Classificação geral

Decifração

1º Arthur N.R. – 79 pontos

2º Rial Verro- 79«8 pontos

3º -Condor, Detective Branco, Detective Omar – 77 pontos

6º All-Round Detective, Mimi Sherlock Holmes, Mister J.G. Reeder, Wens

10º Leiria Dias

 

Produção

Artur Varatojo (Problema nº 4)