Vamos à publicação do problema nº 2 dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.
Hoje é publicado o Grande Prémio do Porto, local de origem de muitos policiaristas. Pretende-se homenagear todos os policiaristas do designado Grande Porto.
Nem sempre, nomeadamente nos tempos em que as respostas eram enviadas por correio, havia uma correspondência direta entre as localidades indicadas e o local onde os policiaristas viviam, designadamente nas grande cidades, por isso Porto representa, também, as localidades próximas.
Não me parece que o problema apresente grande dificuldade, tal como aconteceu no nº 1, mas, tal como no primeiro problema, há que justificar bem, todas as conclusões tiradas.
Torneio de Fórmula 1 Policiária
Grande Prémio do Porto
Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70
Problema nº 2
O traficante de diamantes
de Paulo
A minha missão estava bem definida.
Seguia o carro que me haviam indicado e, como de costume, eu sabia que não o
poderia perder.
A noite já caíra há algum tempo e
como o carro seguia numa estrada com poucos veículos, achei melhor não me
aproximar demasiado. Ele poderia suspeitar daquelas luzes que iam sempre atrás
dele mesmo quando mudava de direção.
Não era um suspeito muito perigoso.
Nunca matara ninguém, daquilo que se sabia. Estava a ser seguido por ser um elemento
importante na quadrilha de tráfico de diamantes que estávamos a investigar.
Ele fazia uma condução normal, quase descontraída. Connosco, naquela estrada, cruzavam-se alguns carros,
atirando-me as luzes para os olhos, e para os dele, muito provavelmente, quando
se esqueciam de alterar os faróis para a posição de cruzamento com outros veículos.
Nunca lhe vira a cara. Tinham-me indicado o modelo e a cor do carro, o local
onde estava parado e eu aguardei. Vi-o entrar no carro, sozinho, e assim
conduzia, porque mais ninguém entrara posteriormente.
A viagem estava monótona, não fossem
os veículos que vinham da frente. Foi num desses cruzamentos, enquanto um carro
se cruzava com ele, que atirou pela janela, ainda lhe vi a extremidade dos
dedos, a ponta de um cigarro, que vi em movimento parabólico até bater no chão.
Não fosse eu estar a fazer a perseguição e teria parado, para ter a certeza que
a “beata” estava apagada na berma onde caíra. Era inverno, mas nunca se sabe o
que pode acontecer. Não há épocas de incêndios, há incêndios. Ainda olhei para
o lado direito, para ver se via alguma chama a tentar começar, mas a ponta do
cigarro não se via.
Aproximávamo-nos da autoestrada e
seria por aí que seguiríamos. Nestas estradas de portagem eletrónica não se
para, e foi por isso que seguimos sempre sem interrupção da viagem.
Pouco depois, havia uma estação de
serviço, para onde ele entrou.
Eu também saí da autoestrada. Ele
estava parado a colocar combustível no carro. Eu não podia parar ali, pois ele
podia ver-me, o que não era aconselhável, ou desconfiar que era seguido. Segui
em frente e parei junto do restaurante da estação, pronto a arrancar quando ele
passasse, pois era a única via de saída. Parei. Vi que ele desviara o carro
para a lateral do restaurante e, como não surgira do outro lado do edifício, parara aí. Será que iria comer. Também saí e
fui até à lateral do edifício.
Miséria! Desgraça! Eu não tinha
reparado na matrícula do carro e agora havia lá quatro carros estacionados do
mesmo modelo e da mesma cor. Um modelo atual. Como era possível?! Como fora eu
tão ingénuo? Quem é que agora eu deveria seguir? Havia um veículo com matrícula
portuguesa, outro com matrícula espanhola, um com a placa da Grã-Bretanha e
outro, pasme-se, da Finlândia. A terra do frio e do Pai Natal. Claro que o interior do veículo coincidia com a nacionalidade da matrícula, como eu pude constatar numa vista rápida através do para-brisas.
Quem é que eu deveria seguir? Qual
dos quatro veículos seria usado pelo traficante de diamantes?
É neste momento que os leitores vão
ajudar o detetive automobilista. Qual dos carros ele se deveria preparar para
seguir e porquê?
As soluções devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 28 de fevereiro:
a - por correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.com, enviando por email;
b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;
c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.

