Banda Desenhada Policiária - Agente Secreto X-9
Este post é sobre o Agente Secreto X-9, ou Agente Secreto Phil Corrigan. De sublinhar que inicialmente X-9 não tinha nome e havia uma dubiedade sobre o facto de ele pertencer ao FBI ou ser um agente particular. Talvez não seja alheio a essa dubiedade o facto de inicialmente haver alguma inconstância de argumentistas.
A série surgiu em 22 de janeiro de 1934, sendo uma criação, no texto, do escritor Dashiell Hammett e no desenho de Alex Raymond. Nesta fase X-9 não tem nome, e é apenas Mel Graff, o desenhador entre 13 de maio de 1939 e 12 de março de 1960, que lhe dá o nome de Phil Corrigan, além de o tornar uma homum casado com a escritora Wilda Dorray, que será protagonista em algumas das suas aventuras. Raymond desenhou a série até 11 de Novembro de 1935, tendo, entre as suas tiras, havido um período em que a série foi desenhada por Alan Dean. No entanto, entre Raymond e Graff houve outros desenhadores, com diferente relevância na série: Austin Briggs, Afonsky, e Chales Flanders.
No longo período em que Graff foi o responsável pelos desenhos, outros, pontualmente, deixaram a sua marca: Paul Norris e George Gregory foram dois nomes que deixaram o seu estilo marcado na série.
Seguiu-se o desenhador Bob Lewis.
Al Williamson assinou os desenhos a partir de 25 de fevereiro de 1967, embora Williamson já fosse o responsável gráfico, desde o mês anterior: desde o dia 30 de janeiro.
Mas Williamsom não foi o derradeiro desenhador de X-9, este foi George Evans, que realizou os desenhos desde 1980 até ao final da série em 10 de fevereiro de 1996.
Quanto ao argumento, além de Dashiel Hammet, ficam ainda os nomes de Leslie Charteris, Robert Storm e Archie Goodwin, que acompanhou Al Williamson.
Agente Secreto X-9 surgiu para combater o domínio de mercado de uma outra série de características policiárias: Dick Tracy, sendo por isso um agente que lutava contra os bandidos.
Na maior parte dos casos, o Agente Secreto X-9 combate grupos de criminosos. A sua primeira intervenção política foi no episódio desenhado por Austin Briggs, em que a espionagem toma conta da série e os espiões eram alemães. Estávamos no período que antecedeu a II Guerra Mundial.
Na época de Mel Graff há outros episódios de espionagem, só que agora, em plena guerra fria, os espiões inimigos são soviéticos.
Nos anos finais da série X-9 começaram, a aparecer alguns episódios de ficção científica.
Nos anos 60, com a intervenção dos Estados Unidos no Vietname, X-9 toma algumas opções políticas, participando em atividades bélicas no Vietname, e, mesmo antes, na Indochina. A entrada de Archie Goodwin como argumentista da série terminará com essa situação, trazendo X-9 de novo às investigações policiais, até começar a entrar no campo da ficção científica e do fantástico, situação que já Bob Lewis tinha abordado anteriormente, embora muito ligeiramente. Também é na fase Goodwin /Williamson que a série adquire o nome de Agente Secreto Philip Corrigan.
A fisionomia de Corrigan veio sempre a ser alterada desde Alex Raymond, mas seria com Williamson que se verificaria a maior descontinuidade e a alteração mais drástica. Se inicialmente Al Williamson tentou manter os traços de Bob Lewis, rapidamente evoluiu, indo buscar a fisionomia desenhada por Alex Raymond, antes de se fixar em traços próprios, que seriam continuados, com ligeiras alterações por George Evans.A Williamson terá sido quem mais marcou o desenho da série pois inovou na quase eliminação total dos traços limitadores das vinhetas e na utilização de vinhetas únicas para uma tira, embora os seus predecessores também já tivessem utlizado, embora com menor frequência, esta técnica. Também a presença de inimigos que se mantêm em vários episódios é uma inovação da dupla Goodwin/Williamson.
Em Portugal a série surgiu muito cedo, pois ainda década de 30 do século passado foi publicada na revista Pirilau. Essa publicação está muito alterada em relação ao original, com as vinhetas mutiladas, algumas eliminadas, o surgimento de texto abundante e a utilização de um nome para o Agente Secreto, que não o tinha. Pode ser vista, em termos comparativos, a publicação na revista Pirilau e a publicação em álbum na década de 80.











