quarta-feira, 15 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 267


Os detetives dos policiaristas - Sir Aldra


Sobre Sir Aldra, apenas se pode dizer que é um grande mentiroso. Esta é praticamente a única forma de caracterizar esta personagem saída da imaginação de Abrótea, nos problemas Uma viagem ao passado… por Artur o “Aldra”, em 1996,  Sir Aldra outra vez, em 1999, e “Sir Aldra” reaparece ou “Sir Aldara ataca” de novo, em 2024.

O nome de Sir Aldra é Artur Bidé, e tem o hábito de surgir nos locais aos berros e de braços levantados, talvez para ser visto e notado por toda a gente.


segunda-feira, 13 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 266

 

Policiaristas: Rip Kirby


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 2 de junho de 2024. Rip Kirby em Coimbra , em 28 de maio de 2000



Rip Kirby é uma personagem da banda desenhada criada em 1946 e que terminou em 1999. Narra as aventuras de um detetive particular, que dá o nome à série.  

Foi esse o pseudónimo escolhido para J. Luciano Dias no policiário. 

J. Luciano Dias nasceu em 8 de janeiro de 1940 e faleceu em 20 de janeiro de 2015.

Embora começasse a ler problemas policiários na década de 50, nunca a eles respondeu, e foi apenas na década de 70, quando voltou a ler um problema, na secção Mistério Policiário, que resolveu apresentar a sua resposta. Adotou o pseudónimo de Rip Kirby, porque esta série vinha num antigo Mundo de Aventuras da década de 50, comprado pelo seu pai.


Imagem extraída do blogue Repórter de Ocasião de 11 de julho de 24. Fotografia tirada num convívio de Almada nos anos 80


Após o fim da secção Mistério Policiário, deixou o Policiário de lado, voltando, mais tarde, para secção Policiário,  no Público, mantendo-se um concorrente assíduo até ao seu falecimento.


Fotografia retirada  do blogue O Inspector Fidalgo de 11 de julho de 2024. Reunião na Tertúlia Policiária de Almada.


Entretanto usou o pseudónimo de Zé d’Olhão.

Foi o vencedor de algumas Melhores Soluções de alguns problemas, assim como do Torneio dos Oceanos em 1998 e do Campeonato Nacional em Problemas Policiários na época 2007-2008. Ficou muitas vezes entre os melhores classificados no Campeonato Nacional, atingindo fases avançadas na Taça de Portugal.

Foi um prolífico produtor, tendo eu, referência de 35 problemas policiários elaborados por si, pelo que, não sendo possível indicar todos, poderão ser mais, este número é suficiente para o transformar num dos produtores com mais problemas publicados.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 1 de maio de 2024


Os seus problemas aplicavam, por norma, sempre elementos corretos e objetivos, não sendo dos mais difíceis existentes na Problemística Policiária.

Como Zé d’Olhão escreveu pelo menos um problema, publicado em 2006 no blogue Toque de Feriado, O caçador caçado. Nos seus problemas, criou a personagem de Eduardo Trindade, um inspector da policia Judiciária, coadjuvado por Silveira.

Rip Kirby marcou presença em vários convívios, nomeadamente na zona sul do país, onde a deslocação se tornava mais fácil.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo  de 4 de dezembro de 2024.


Criou com Virmmancaroli, Detective Said e Inspector Moka a Tertúlia Policiária Valtejo que manteve uma secção de curta duração no Jornal do Montijo, tendo depois aderido à Tertúlia Policiária da Liberdade, em Lisboa.

 

 

 

domingo, 12 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 265

 


T DE TERTÚLIA E DE TEIMOSIA...

Com naturalidade, naquela época, o Sete de Espadas era o modelo a seguir, aquele que nos abria os olhos para um novo passatempo e outro mundo, através de um veículo que chegava a todo o país e que se chamava Mundo de Aventuras.

Há que referir que estávamos em 1975, a democracia era ainda uma novidade e o país era varrido por um desejo intenso de coisas novas, de algo que contrariasse o analfabetismo e o “pensamento único”. Os jovens, muito jovens mesmo, procuravam novidades, algo diferente daquilo a que estavam destinados antes do 25 de Abril.

E foi o Policiário que apareceu, numa revista de quadradinhos, com tiragens gigantescas e que chegava a essa imensidão de “putos”, ávidos de muito mais do que apenas histórias desenhadas.

E foi assim que o Sete apareceu e juntou a uma legião de amantes do policial, que já vinha de trás (veteranos), uma outra de futuros “viciados” nos enigmas policiais (novos), agora identificados como “geração de 70”.

E, praticamente do nada, apareceram as Tertúlias Policiárias, que se reuniam à noite ou aos fins de semana e onde se falava de tudo e mais alguma coisa, se discutiam os problemas policiários que marcavam as nossas agendas, se definiam as datas e os “menus” dos convívios, afinal de contas, se cimentavam as amizades que ainda hoje perduram...

Tertúlias como a de Almada ou a do Palladium em Lisboa, onde se reuniam muitos confrades em amenas ou agitadas sessões...

Mas o Sete tinha coisas que não lembravam a ninguém! E uma teimosia sem limites, desde logo com a fidelidade às soluções dos autores, que originavam situações que agora seriam inimagináveis, de soluções erradas que serviam para classificar problemas, subvertendo completamente a verdade das competições! Claro que não tocava a todos, porque os “veteranos”, sabedores do modo de pensar do Sete, davam-lhe as soluções requeridas, tipo “albardavam o burro à vontade do dono” e assim levavam a água ao seu moinho! E nós, ainda mancebos nestas coisas, arquitectavamos soluções muito completas e documentadas, que terminavam, invariavelmente, nas menos pontuadas!

E era escusado reclamar, porque se o autor dava aquela solução, para o Sete era essa a única solução!

Imaginem só o que eram aquelas reuniões de sábado à tarde, no Palladium, com “batalhões” de contestatários a quererem fazer valer os seus direitos a uma classificação justa!

Sempre sem qualquer sucesso!

Luís Pessoa

REUNIÃO DA TERTÚLIA POLICIÁRIA DE ALMADA

19 DE OUTUBRO DE 1984


REUNIÃO DA TERTULIA POLICIÁRIA DO PALLADIUM

ANOS 70