sábado, 4 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 259

 



Obra - Balada da praia dos cães

É a única obra policial conhecida deste autor, José Cardoso Pires, que deixou o seu nome bem marcado na literatura portuguesa.

Balada da praia dos cães foi publicada em 1982, tendo ganhado o «Grande Prémio de Romance e Novela» atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores. A obra teve uma adaptação cinematográfica, efetuada José Fonseca e Costa, com Raul Solnado no papel do investigador do crime, Elias Santana, foi traduzida nas principais línguas europeias e foi selecionada pelo Sunday Times para os melhores romances estrangeiros publicados na Grã-Bretanha em 1986.

Obra com uma destacada matriz política, trata da situação em Portugal no início dos anos sessenta e da luta dos que tentavam destituir o regime político estabelecido em Portugal. Nesta conjuntura assoma um crime. Um corpo surge numa praia, e é o chefe de brigada, Elias Santana, quem investiga o crime. Esta obra de José Cardoso Pires não faz parte, normalmente, dos inventários de livros policiais, contudo, todo o método de investigação do caso segue a matriz do género: averiguação do autor do crime, recolha de testemunhos e de documentos acerca do modo de vida da vítima e como passava o tempo nas vésperas de desaparecer, cumplicidades e conflitos entre os polícias encarregados do inquérito, progressão das investigações por confronto dos suspeitos, dos efeitos da análise de laboratório, das opiniões entre os polícias e das discordâncias de datas e horários.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 258

 


Era um escritor com uma imaginação sem fim. A. Raposo era o pseudónimo ou nome curto adotado por António Rocha Raposo, que nos deixou inúmeros contos e múltiplos problemas policiários. Enigmas onde criou a personagem de Tempicos.

Neste conto enveredou pelo caminho da Ficção Científica.


E tudo começou no princípio

Autor: A. Raposo


Zoltan enxugou uma ténue lágrima ao canto do olho. Apesar de não pertencer à classe dos humanoides, tinha com estes enormes semelhanças. Era igualmente feito de carne e osso, respirava oxigénio e tinha sentimentos. Apesar do seu aspeto simiesco, do pelo que lhe cobria todo o corpo, do seu andar bamboleante, tinha um ar bonacheirão.

Zoltan vivia no planeia Zwig, que, por sua vez, pertencia à galáxia M107. Acabara de ver na máquina da História do Tempo o que ficou registado como o princípio e o fim da História do Planeta Terra. Com seu filho Moltan, tinham acabado de visionar o filme e ficaram ambos pensativos. Zoltan não conseguiu evitar uma lágrima. Já vira aquele filme várias vezes, mas ficava sempre emocionado. Desta vez quis mostrar ao filho aquele registo da história.

— Meu filho — disse-lhe — o que sucedeu ao planeta Terra, pode um dia acontecer ao nosso. As probabilidades são poucas mas existem. A Terra teve vida durante tanto tempo, depois, como viste, um asteroide chocou com ela e o resultado foi aquela enorme bola de fogo, que fez evaporar os oceanos e acabou com os terráqueos e tudo quanto tinham construído. Da terra só ficou este registo que os nossos antepassados preservaram. Conta-se que os nossos astronautas foram, há muito tempo à Terra, e, trouxeram alguns exemplares que, apesar de muito primitivos, conseguiram adaptar-se ao nosso meio. Ainda há meia dúzia de descendentes deles por aí, mas é gente muito esquisita. São poucos mas, mesmo assim andam sempre à guerra uns com os outros. Dizem os nossos intelectuais que a vinda dos terrestres trouxe mais problemas que vantagens. Mas, os que cá estão são os últimos descendentes da Terra.

— Mas, agora que a Terra acabou, o que é que podemos fazer? — perguntou Moltan.

— Bem — disse Zoltan — talvez alguma coisa. Vejamos aqui no aparelho como estará a Terra neste momento.

Zoltan carregou em vários botões e a informação começou a surgir no visor.

— Olá — disse Zoltan — sorrindo. A Terra ficará de novo habitável. Os níveis de oxigénio, humidade e azoto já estão praticamente iguais aos nossos, Vou pedir ao nosso Mestre de Zwig, para nos aconselhar o que fazer. Pzig, o Grande Mestre de Zwig, ouviu com paciência que lhe era peculiar, os argumentos de Zoltan, sobre a vantagem de enviar povoadores para a Terra.

O Grande Mestre ponderou todos os prós e os contras e, por fim, resolveu a favor de envio de uma nave, com um casal de descendentes dos terrenos, por sinal dois que se tinham mostrado mais difíceis de se adaptarem às leis de Zwig. Através de um intercomunicador chamou um guarda e ordenou-lhe: – Peguem nos dois presos, descendentes dos terráqueos, que estão nas masmorras do Palácio Real e metam-nos na primeira nave com destino à galáxia solar.

Deixem-nos lá na Terra. Mas, muita atenção, não se enganem, os nomes deles são Adão e Eva.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 257


 
Notícias


Clube de Detectives

Além das ligações aos blogues ativos, e da recordação de secções e problemas publicados noutros tempos, vai divulgando o acervo  do Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa, que acumula o resultado das pesquisas efetuadas pelo confrade Jartur.

Neste momento, entre secções do passado e do presente, incluindo as dedicadas ao charadismo, o Clube de Detectives apresenta referências aos seguintes espaços: A Página dos Enigmas, Repórter de Ocasião, Local do Crime, O Inspector Fidalgo, Charadas & Charadistas, Palavras Cruzadas Clássicas e Charadas,   Policiário e  Momento do Policiário.  Também é feita alusão ao boletim XYZ Magazine.



Luís Pessoa continua a relembrar os convívios que ocorreram, principalmente, mas não só, desde os anos 70 do século passado, mostrando fotografias que recordam momentos e policiaristas.

Também tem publicado outro tipo de documentos, como cabeçalhos e páginas de secções que fizeram a história do policiário em Portugal.

Também publica cópias de textos e imagens que remetem para convívios e secções policiárias do passado.

Quando estas palavras são escritas, o  post deste blogue em 31 de março de 2026 é uma fotografia, de 10 de setembro de 2010, do convívio realizado em Santarém, comemorativo das 1000 edições do Policiário, do jornal Público.


Momento do Policiário

No blogue podem ler-se várias Rubricas: Momento de Humor, Video Sherlock Holmes, Desafios de Lógica,  Hora do Conto; De Regresso ao Passado, Clube do Livro Policial e Problema Curto. São ainda publicados outros posts sobre questões de atualidade, curiosidades, problemas a concurso e elementos de técnica policial e criminalística.

Já  foi publicado o problema e a solução de A morte da atriz, problema nº 4 do torneio Problemas Curtos.

Após este problema, seguem em primeiro lugar Arjacasa, Inspector Moscardo e  Veni Vidi Vici.



Local do Crime

Os problemas enviados para o  Concurso de Enigmas Policiários (Produção) “Mãos à Escrita!”, serão publicados no Torneio Solução À Vista 2026, a partir de janeiro, ou seja, está a decorrer um torneio a realizar no blogue Local do Crime.

Foram publicadas as soluções do problema nº 2 do Torneio Solução À Vista 2026, e a classificação. Neste problema a melhor solução é de O Gráfico.

Após o segundo problema, a classificação geral é com a sua solução coincide com a classificação geral. Neste momento segue na frente O Gráfico, seguido pela Detective Jeremias e por Mali.

O problema nº 3 deste torneio, To Rome with love, de Bernie Leceiro, mais uma investigação de Alves da Selva,  foi publicado, tendo as soluções sido enviadas até ao final do mês de março.

Este  espaço vai ainda dando no notícia de tudo o que se realiza no âmbito do policiário em Portugal.


Repórter de Ocasião

O blogue terminou Os Primórdios da Problemística Policiária,  republicando um conjunto de problemas publicado originalmente no Notícias Ilustrado, em 1929, e republicados pelo Inspector Aranha no Correio do Ribatejo. Segue-se A. Araújo Pereira.

Tropeções Policiários é uma nome de uma rubrica onde são lembrados alguns episódios do policiarismo português e dos seus intervenientes.

Também deve ser dada a máxima atenção à publicação que está a ser feita do boletim Contra-Senha e do Torneio Faz Tudo.

Concurso dos Gostos, vai publicar ao longo do ano 24 passatempos. Os primeiros dezasseis já foram publicados, assim como as respetivas classificações, seguindo em primeiro lugar  Arjacasa, com os  perseguidores muito próximos.

Também se deve prestar atenção à publicação de Policiaristas e... não só! 🕵 - Os EX-LIBRIS do "MA/MP", onde são relembrados vários ex-libris.

O caso (sério) da rua das Trinas  é a novela das Edições Fora da Lei, de 2018, que o blogue esteve a publicar. Neste momento publica Mary Lou, Mary, Lou? Onde estás tu?