quarta-feira, 13 de maio de 2026

A Página dos Enigmas nº 284

 

Policiaristas: Daniel Falc

Fotografia retirada do blogue Repórter de Ocasião de 22 de setembro de 2024

José Manuel Sá Cunha Machado, nascido em 22 de setembro de 1963, é o nome deste policiarista, e foi a partir das primeiras silabas das palavras que constituem o seu nome, que formou o primeiro pseudónimo: Jomasacuma. Foi deste modo, com uma palavra difícil de pronunciar, que se apresentou em Mistério Policiário, em 13 de março de 1980.

É um dos solucionista com mais vitórias no policiário português. Tem um elevado número de Melhores Soluções em vários problemas e um número mais baixo de Mais Originais.

Este pseudónimo, Jomasacuma, seria recuperado em 2021 para concorrer ao Torneio do Centenário do Sete de Espadas na revista Sábado.

Utilizou também Mac Jr., Vimaranês, O Falcão; Daniel Falcão, Quaresma Decifrador e, mais recentemente, Da Vinci.

Em 1983 foi um dos primeiros classificados na Maratona de Cruzadas 83.

Em 1987 surge como vencedor no Torneio A-team na secção Sábado Popular, do Diário Popular.


Fotografia extraída do blogue O Inspector Fidalgo de 5 de maio de 2024, mostrando Daniel Falcão em 1987 num convívio em Lisboa.

Em 1993 ganhou três títulos na vertente decifração, todos na secção Policiário do jornal Público: Torneio Rápidas Policiárias, Policiarista do ano e nº 1 do Ranking Público-Policiário.

No ano de 1995 as vitórias foram quatro: Rápidas Policiárias 1995, Supertorneio 1995, Policiarista do Ano e número 1 do Ranking Público- Policiário.

Entrou em pausa e regressou em 1999 sempre com vontade de vencer. Nesse ano venceu o Torneio Detective Said.

Em 2000 as suas vitórias no jornal Público continuaram: Torneio 2000, Policiarista do Ano e número 1 do Ranking Público-Policiário.

A secção Policiário, no Público, começaria nesse ano a organizar dois torneios anuais, com os quais seria encontrado o Policiarista do Ano e estabelecido o Ranking.

Em 2002 teria a vitória num torneio realizado no site da Tertúlia Policiária de Santo André, o Torneio PoliAndré 2002.

Na época 2002/2003 volta a obter três primeiros lugares: vence a Taça de Portugal em Problemas Policiários; obtém o primeiro lugar como Policiarista do Ano 2002/2003 e é o número 1 do Ranking.

Na época seguinte não consegue obter a vitória em nenhum torneio, mas na época 2004/2005 regressa às vitórias ao arrecadar a Taça de Portugal e ao ser o vencedor da classificação As Melhores.


Fotografia retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 28 de fevereiro de 2024. Daniel facão no convívio de Coimbra em 2004

Na época 2005/2006 não obtém nenhuma vitória na secção Policiário do jornal Público, embora se encontre sempre nos lugares mais cimeiros das classificações, mas, em 2006, obtém duas vitórias na secção Mundo dos Passatempos do jornal O Almeirinense: vence o Torneio Primavera 2006 e a classificação As Melhores desse torneio. Ainda nesta secção vence, em 2007, o Torneio Os Sete Magníficos e As Melhores deste torneio.

No jornal Público, na época 2006/-2007, é o Campeão Nacional de Decifração, vence a Taça de Portugal e As Melhores, é o Policiarista do Ano e número 1 do Ranking.

Em 2007/2008 hê um abrandamento nas suas vitórias  e “apenas” ganha a classificação As Melhores no Torneio Domingos Cabral do jornal O Almeirinense.


Fotografia retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 15 de fevereiro de 2024, mostrando Daniel Falcão em Coimbra , num convívio, em 2008

Em 2008-2009, no mesmo jornal regional é o primeiro classificado no Torneio Jartur Mamede, no qual também vence As Melhores, vitórias que voltam a acontecer no ano seguinte quando, no mesmo jornal, vence o Torneio A. Raposo e é o primeiro classificado no em As Melhores. Em 2010, no jornal Público, apesar de fazer um excelente campeonato, não vence, mas termina o ano ganhando a Taça de Portugal, o troféu Policiarista do Ano e é número 1 do Ranking. Viria a vencer novamente a Taça de Portugal de Problemas Policiários em 2014 e a classificação As Melhores do campeonato desse ano. Em 2015 é o vencedor da Taça de Portugal, do troféu Policiarista do Ano e número 1 do Ranking Público-Policiário. Neste ano, com o pseudónimo de Quaresma Decifrador, vence  o Campeonato de Produções - Problemas de Escolha Múltipla.

2016 é um ano em cheio, pois no Público, vence o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, é Policiarista do Ano e termina em número 1 do Ranking.

Em 2017 ganha a classificação As Melhores do Campeonato Nacional.

No Torneio Centenário do Sete de Espadas, da secção Policiário da revista Sábado, é 1º classificado em 2021.

No jornal Audiência-Grande Porto, em 2023-2023 , com o pseudónimo Da Vinci, ganhou o Torneio Solução À Vista 2022-2023.

Em 2024, no Torneio Memória do blogue A Página dos Enigmas vence a Classificação Geral, As Melhores e o Combinado.

Como produtor não obteve as mesmas vitórias, sendo apenas referenciada a sua vitória no Torneio Mãos à Escrita em 2019 no jornal Audiência – Grande Porto.

Tem no entanto vários problemas de sua autoria espalhados por várias publicações: Público, blogue Clube de Detectives, O Almeirinense, Audiência-Grande Porto, blogue Repórter de Ocasião e revista Sábado. Até este momento, tem identidicados 25 problemas  da sua autoria,o que o torna num autor de referência nesta modalidade.

O seu trabalho como divulgador do policiarismo, conviva e elemento de tertúlias tem sido muito grande. Foi um elemento ativo do Círculo Policiário Vimaranense e da Tertúlia Policiária do Norte, que, com o patrocínio da Câmara Municipal da Maia, editou 26 números. Teve o blogue Clube de Detectives onde teve um torneio de angariação novos aderentes á modalidade e é responsável pelo site Clube de Detetives, o mais antigo e principal espaço da internet de divulgação do policiário em funcionamento.

Fotografia publicada no blogue O Inspector Fidalgo de 5 de maio de 2024. Daniel falcão no convívio de Santarém em 2010.

Como se constata, está-se perante um decifrador de excelência, um dos melhores, um grande produtor de problemas policiários e um grande divulgador.

terça-feira, 12 de maio de 2026

A Página dos Enigmas nº 283

 

Mais um texto de  L. P. sobre a Geração de 70.


TEMPOS LOUCOS

 A segunda metade dos anos 70 do século passado, foi marcada por uma “descoberta”, que acabou por ser inesperada, pelo “andar da carruagem” de mais de quatro décadas de ditadura e pensamento único como sendo “a normalidade”.

Com o 25 de Abril de 1974, houve um abrir de portas e janelas, por onde passou a circular um ar bem mais respirável e a miudagem agarrou com as duas mãos tudo o que fosse novidade. E o Policiário foi um dos escolhidos, porque soube aparecer numa revista que tinha um passado e uma tradição, reconhecíveis por todos, com um homem de barbas brancas e sorriso aberto ao leme: o SETE DE ESPADAS!

E apareceram problemas policiários para decifrar, torneios e competições, tertúlias e convívios!

O papel destes últimos foi imenso e fez com que os policiaristas e muitas vezes as respectivas famílias, se “lançassem” em aventuras nas estradas e nos carris de um país atrasado e sem condições.

Exemplos como o de M. Lima, companheiro do Porto, tipógrafo de profissão, que trabalhava às horas em que a maioria repousava, percorreu o país, vezes sem conta, do Minho ao Algarve, muitas vezes no comboio-correio, naquele que parava em todos os apeadeiros, no meio de nada e de coisa nenhuma, “apenas” para poder abraçar os Amigos do Policiário!

E porque estamos no mês de Maio, é a Tertúlia Policiária de Almada que recebe a nossa homenagem, por ter sido das primeiras e mais activas a encarnar o espírito que o Sete de Espadas procurava incutir no Policiário, mas também por ter fixado o seu convívio anual para este mês.

Era um acontecimento aguardado por toda a “tribo policiária”, porque tinha tudo o que era esperado: animação, convívio, alegria, Amizade e camaradagem, desde a chegada do cacilheiro à terra do inevitável companheiro Detective Misterioso, a “Cacilhas...City”, até à partida, muitas vezes no derradeiro barco, depois de muita conversa, petiscos vários e bem regados, como se compreende!

Tempos loucos, em que a tal “Geração de 70” já marcava pontos, muitos pontos, também em Almada, onde O Gráfico, o Alva, o Satanás e tantos outros “novos” se “misturavam” com o “veterano” (verdade seja dita, nunca se considerou como tal e foi sempre, apenas e só, “um de nós”) e mentor Detective Misterioso!


ALMADA – 23 DE MAIO DE 1976

I CONVÍVIO DA TERTÚLIA POLICIÁRIA DE ALMADA

Muita juventude, Geração de 70 em máxima força

 


ALMADA – 1979

A presença da Geração de 70 em esmagadora maioria



CACILHAS...CITY –  1982

À chegada do cacilheiro, para o convívio. Da esquerda: Detective Misterioso, O Gráfico. Jartur, Livau e Becas, Sete de Espadas, Alva e Durandal.

 

domingo, 10 de maio de 2026

A Página dos Enigmas nº 282


Vamos à publicação do problema nº 5  dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Hoje é dia do Grande Prémio de Aveiro. Aveiro é uma localidade importante no policiário em Portugal. Não só pela cidade, onde surgiram alguns concorrentes, mas também pelas localidades mais próximas, com realce para o conjunto das Gafanhas, berço de muitos policiaristas.

O problema marca o regresso de Narciso Morais à investigação. Um caso simples a que algumas especificidades podem trazer alguma dificuldade.

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio de Aveiro

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 5

Morte no bar

de Paulo

Celeste Ribeiro contava como tudo acontecera ao inspetor Narciso Morais. Tudo sucedera no bar A Ponte.

Eram quatro e meia da manhã e apenas Celeste e Pedro, que era a vítima, estavam naquele espaço. O bar esvaziara e Pedro, um cliente conhecido ficara a falar com Celeste, a proprietária, que fechava as portas. Estavam junto do balcão e falavam do futuro de Pedro que dizia a Celeste que iria emigrar. Estas informações foram prestadas pela dona do bar.

Celeste disse que as luzes acesas eram poucas, mas as suficientes para que os dois se vissem bem. Estavam sentados em dois bancos altos que ficavam no balcão, virados um para o outro.

Celeste diz que antes do que aconteceu não ouviu  qualquer ruído. Viu numa das portas, que dava para um corredor que levava às traseiras, um clarão, o barulho de um disparo, e viu Pedro cair.  A sua primeira reação foi sair de onde estava e esconder-se atrás do balcão. Ouviu passos de uma pessoa a correr, e quando saiu do local que a protegia, viu que o Pedro estava no chão, morto. Chamara a polícia.

Narciso Morais olhou em volta. O espaço estava desarrumado, mas Celeste dissera-lhe que a arrumação era apenas feita na tarde do dia seguinte, e que o bar abria às 9 horas da noite.

A desarrumação consistia em lixo no chão e nas mesas, porque tudo o que eram copos fora colocado na máquina que os lavava, serviço que também só seria feito na tarde seguinte.

O detetive foi espreitar pela porta que Celeste tinha indicado como o local de onde partira o tiro. A porta dava para um corredor com cerca de cinco metros que levava a uma outra porta que dava para o exterior. Percorreu o corredor e viu que a segunda porta se encontrava encostada, sem estar fechada à chave. Voltou para trás, e observou que desta ponta do corredor, junto da primeira porta, seria fácil alvejar a vítima.

Narciso Morais regressou junto de Celeste e quis saber por que razão estava a porta que dava para o exterior aberta.

– Era costume. Os empregados saiam por lá e deixavam-na encostada sabendo que eu ao sair a fechava.

Estava esclarecido o mistério da porta encostada.

Olhou a vítima. Não havia dúvidas que o tiro não fora dado à queima-roupa, pois não existiam queimaduras, em torno da camisola, no peito, onde entrara o projétil.

Voltou ao corredor. Não havia cápsula, mas se tivesse sido um revólver também era o que se esperava. A autópsia permitiria esclarecer que tipo de arma fora utilizada no disparo. Não lhe parecia que fosse útil andar a recolher impressões digitais. Deviam ser muitas e nada permitiriam concluir.

Narciso Morais olhou em volta: o bar, Celeste, os bombeiros que retiravam o corpo.

Interrompe-se aqui a narrativa.

Será que Narciso Morais já pode tirar conclusões sobre o que se terá passado?

As soluções  devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 31 de maio:

 a - enviadas pelo correio eletrónico de A Página dos Enigmasapaginadosenigmas@gmail.com;

 b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;

 c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.