Policiaristas: Zé
Gustavo José Pereira Barosa nasceu na Marinha Grande em 9 de maio de 1942. Faleceu em 9
de janeiro de 2025 na cidade de Viseu, local onde trabalhou e viveu a sua vida
adulta, nunca esquecendo as origens.
Atuou
em várias áreas ligadas à cultura, mas aqui, ir-se-á falar da sua ligação ao
Policiário.
Chegou
ao Policiário pelo seu gosto pela banda desenhada e por ler, começando a
concorrer na secção Mistério Policiário da revista Mundo
de Aventuras, orientada por Sete de Espadas. O seu pseudónimo
foi uma homenagem ao seu tio José.
Rapidamente Zé se
evidenciou na decifração de problemas.
Depois
do desaparecimento de Mistério Policiário, ainda concorreu na
secção Badaladas da TPO, mas de seguida, fez uma pausa, regressando
como provedor do Policiário. Em 2002 retomou a sua carreira de
solucionista com muitos bons resultados. Para não haver repetição de
pseudónimos, e como Viseu, surgia no Mundo de Aventuras sempre
a seguir ao pseudónimo, passou a designar-se Zé-Viseu.
Em 2010 retomou o seu antigo pseudónimo: Zé.
Foi muitas vezes o autor de A Melhor Solução de muitos problemas publicados. Além destas vitórias obteve outras.
Pouco depois de se ter iniciado, na Volta a Portugal em Problemas Policiários foi o primeiro em duas classificações: As Melhores e Combinado. Esta prova foi disputada em 1976-77, na revista Passatempo, No ano de 1977, na revista Quebra-Tolas, em Mistério e Aventura, mais uma secção orientada por Sete de Espadas, foi o vencedor do Torneio Quebra-Tolas 77. Nesse mesmo ano, foi um dos vencedores do Mini D- Outono do Torneio 4 Estações 77. No ano seguinte, 1978, surgiu como vencedor, por vezes ex-aequo, nos minitorneios do 4 Estações-78: A) Inverno; B) Primavera e C) Verão. Apenas falhou no D) Outono, dedicado aos testes de Banda Desenhada e Literatura Policial. No ano de 1978 foi vencedor do Torneio Sete de Espadas no Mundo de Aventuras. Em 1980 surge com mais um conjunto de vitórias: A) Inverno do 4- estações 80; C) Verão do 4 Estações 80; D) Outono do 4 Estações 80 e vencedor do 4 Estações 80, que era o Combinado dos mini torneios A, B, C e D.
Em 1982, em Mistério Policiário, do Mundo de Aventuras ganhou o Torneio Dos Reis ao S. Pedro.
Antes da sua interrupção feita na sua
atividade, em 1985 venceu no Jornal Badaladas o Torneio Sete de Espadas na vertente Decifração.
Depois de retomar a decifração do
Policiário, foi o vencedor da Taça de
Portugal em Problemas Policiários na época 2003-2004, assim como o vencedor
de As Melhores nesse Campeonato Nacional de Problemas
Policiários.
Em 2005 venceu o I Torneio Policiário O Lidador das Cinzentas.
Na época 2005-2006 venceu o Campeonato Nacional de Problemas
Policiários, certame que Luís Pessoa
realizava na secção Policiário do Público,
assim como a classificação As Melhores
nesse mesmo certame.
Na época seguinte, 2008-2009, venceu
a Taça de Portugal, foi o vencedor
do troféu Policiarista do Ano e
terminou a época no 1º lugar do Ranking.
Em 2008-2009 venceu “apenas” a classificação As Melhores, no Campeonato Nacional de Problemas Policiárias.
Voltaria a ser Campeão Nacional em 2010 e 2013.
No ano de 2021, venceu na revista Sábado o Torneio do Centenário de Sete de
Espadas, estabelecendo deste modo uma homenagem àquele que fez o seu lançamento no
policiarismo.
No que se refere à produção, Zé não escreveu muitos problemas
policiários, mas, mesmo assim, sublinhe-se o facto de ser o vencedor da
Produção no Torneio Sete de Espadas,
realizado na secção Badaladas da TPO,
em 1985, com Pediste-me um problema.
Mas Zé não foi apenas um decifrador e produtor de problemas policiários.
Também orientou secções. Orientou, com o Inspector
Aranha a fase final de Enigma
Policiário na revista Passatempo, entre junho de 1979 e o mesmo mês de
1982.
Juntamente com o Inspector Aranha, que na época adotava o pseudónimo de Zé dos Anzóis, e M. Constantino, que usou Zé
da Vila, orientou a secção Mundo dos
Passatempos no jornal O Almeirinense, entre 1 de março de 2006 e 15 de
janeiro de 2010.
Além do seu papel como provedor do
Policiário do Público também foi um membro ativo no XYZ Magazine,
sendo o responsável por um conjunto de crónicas lá publicadas.
Tem também publicado no Público o
conto O Cão Maldito.
Marcou presença em múltiplos
convívios e foi o organizador do Convívio de Viseu que, na década de 70, no mês
de Setembro, era realizado.
Como se pode ver, Zé foi um policiarista de excelência.






