Policiaristas: O Gráfico
Nasceu em 21 de junho de 1958 e o seu
nome é Luís Manuel Felizardo Rodrigues
Malanho.
O seu pseudónimo mais conhecido, e que
o popularizou no meio policiário, é O Gráfico,
mas usou muitos outros, alguns deles apenas encontrados no charadismo, The Mirmecófagos, ou em palavras
cruzadas e passatempos similares como O
Bicho da Letra.
Dos restantes, refiram-se Gutenberg, Repórter Sou EU, Um amigo, Tlinta e Tlês, Repórter Qualquer
Coisa, F. Mateus Furtado, Sr. Feliz, Ardo Feliz, Dois Pontos, Rodriguda, Duo
Misterioso (com o Inspector
Pevides), Investigadores R&R (com o
Detective Misterioso) e Tommy & Tuppence (com a Lampadinha).
Como Solucionista
É normalmente a porta de entrada no
mundo policiário. Com O Gráfico não
se passou nada de diferente. Começou na secção Mistério Policiário da revista Mundo de Aventuras. Foi a
capa da revista número 90 desta revista, publicada em 19 de junho de 1975, que
o cativou para a atividade policiária.
Rapidamente, se começou a evidenciar,
conquistando não apenas os primeiros lugares dos torneios em que participava,
quando não vencia, como apresentando soluções muitas vezes classificadas como
Melhores ou Mais Originais.
Logo em 1976, no Mundo de
Aventuras, venceu o Torneio Primeiro
Passo Dedutivo. No ano seguinte, na mesma secção, Mistério Policiário, surge entre os vencedores dos torneios Mini B- Primavera, dedicado aos testes
sobre Literatura Policiária e Banda Desenhada, e o Mini D-Outono, dedicado às Palavras Cruzadas, mostrando que era
capaz de se envolver em diferentes áreas.
No ano de 1977, venceu também o Torneio Quebra-Tolas -77 na secção Mistério e Aventura da revista Quebra-Tolas.
Com o torneio a ocupar a parte final de 1977 e o início de 1978, foi o vencedor de As Melhores na categoria Novos, no I Grande Torneio de Divulgação da secção Enigma Policiário da revista Passatempo. Neste torneio, em função da sua experiência os concorrentes foram divididos nem três categorias: Estreantes, Novos e Consagrados.
Em 1978, a secção Mistério Policiário
instituiu equipas para o torneio 4 Estações
78, o que se veio a demonstrar ser uma medida com maus resultados. Neste
ano, e nesta secção, venceu o Mini A-
Inverno (Palavras Cruzadas), o Mini
B- Primavera (Testes de Cultura Geral) e o Torneio Sete de Espadas, um longo torneio policiário que durou o ano
todo. Na secção Cruzadex Policiário
venceu As Mais Originais do IIº Torneio
Cruzadex Policiário. Voltaria a vencer esta classificação no Torneio
Ubro Hmet da secção Enigma Policiário,
em 1979. Neste ano na revista Cruzadex no Torneio Repórter X, venceria as Mais Originais e a Decifração.
Em 1983, no Clube X seria mais uma vez o vencedor. Dois anos depois na secção Badaladas da TPO venceria a
Originalidade e o Combinado do Torneio
Sete de Espadas.
Em 1992, foi o vencedor do Torneio de Problemística Policiária
“Detective Misterioso” na revista Célula Cinzenta, homenageando deste
modo o seu amigo, com quem chegou a formar uma dupla seccionista, solucionista e de produtores.
Em 2024, depois de retomar a
atividade policiária, que pusera de lado durante quase 20 anos, embora fosse
acompanhando a atividade, venceu a Originalidade do Torneio Memória do blogue A
Página dos Enigmas.
Não teve inúmeros prémios nesta área,
mas os mais de 40 problemas que tenho identificados, que são sua pertença,
mostram a importância que tem tido na área da produção de enigmas da
Problemística Policiária.
De qualquer modo, tem algumas
vitórias: em 1983 foi Campeão de Produtores, no 1º Campeonato de Problemas Policiais do Clube Xis;
nove anos depois, em 1993, venceu a
produção do Torneio dos Mestres,
numa produção conjunta com o Detective
Misterioso.
Como Seccionista
Teve responsabilidades numa secção
esporádica, Tempo Livre, do jornal O
Académico, em 1978.
Em 1982 iniciou com o Detective Misterioso a secção Velharias Policiárias, no XYZ
Magazine, que terminou em junho de 1984.
Teve também uma experiencia curta na secção Problemística, dentro da que existia no momento, em 1985-86 no Diário Popular.
De fevereiro a maio de 1987, sob o
pseudónimo de Repórter SOU EU
orientou a Secção Criminal no XYZ
Magazine.
O seu grande trabalho nesta área, orientação, surgiu na secção O Detective, no
Jornal de Almada, entre 17 de janeiro de 1986 e 2 de maio de 1997. Aí,
primeiro sozinho, e depois com Hannibal,
orientou 3 secções, todas de forma consecutiva: Detective, O Detective, O Detective Zona A- Team.
Finalmente , no seu blogue Repórter de Ocasião, organizou e
co-organizou (e continua a organizar) diversos torneios policiários, de forma mais regular a partir de
2021.
Como Divulgador do Policiário
O Gráfico tem
sido de uma enorme dedicação à causa da divulgação. São de referir os múltiplos
textos publicados no Jornal de Almada ao longo dos anos em que orientou
“as secções” que lá existiram, e mais recentemente no Blogue Repórter de
Ocasião, onde são incontáveis os posts, em que, essencialmente fazendo uso das
suas memórias, vai mostrando muito do que foi o passado do policiarismo
português. Numa outra vertente, não se cansa de divulgar o policiarismo entre
os não policiaristas do blogue Repórter de Ocasião.
Como Conviva e Tertuliano
Relacionado com ao aspeto de divulgação
está o seu papel em tertúlias. Era um elemento que nos anos 70 surgia nas
reuniões da Tertúlia Policiária do
Palladium, sendo dele o primeiro problema do Torneio Tertúlia Policiária do Palladium, um torneio com problemas de
elementos que a frequentavam, surgido em 1976 na secção Mistério Policiário.
Mas, seria na Tertúlia Policiária de Almada que ele se evidenciaria como um dos
elementos fundamentais. Durante vários anos, foi a Tertúlia Policiária de Almada que manteve viva a chama do
Policiário, até que Luís Pessoa no
jornal Público alargou muito o número de concorrentes.
É um conviva que, sempre que podia e
pode, fazia muitos quilómetros para estar presente em convívios que se
realizavam de Norte a Sul.
Mais recentemente tentou dinamizar a Tertúlia Policiária do Blogue Repórter de
Ocasião, que muito rapidamente desapareceu.
Como autor de contos
É um excelente escritor, como o
mostra os seus problemas policiários, tendo vários contos publicados em vários locais.
Refiram-se aqui dois. Um, publicado em 2024 no Jornal Audiência-Grande Porto, Prazeres
de Natal, e o outro, na Célula Cinzenta nº 18, A única testemunha.
Termino esta resenha, muito resumida
sobre O Gráfico, convidando os
leitores a visitarem o Clube de Detectives e a lerem o problema, e respetiva resposta da sua autoria, que na época, por causa de um elemento presente
na solução, causou alguma polémica: Podia Ter Acontecido!…










Que grande curriculum! E dar-lhe os PARABÉNS é bem pouco para a sua categoria👏👏👏👏👏👏👏🎗️🎗️🎗️
ResponderEliminar+ palavras para quê ...?! É uma figura ÍMPAR do Policiário !
ResponderEliminarQue exemplo extraordinário de paixão pelo policiário! A sua entrega, seja como solucionista, produtor, divulgador ou autor, contagia-nos e desperta em nós a vontade de ler, participar e aprender sempre mais. É um verdadeiro motor que mantém viva esta comunidade e que nos faz sentir parte de algo especial. Um verdadeiro mestre do policiário!
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