sábado, 28 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 236

 



Lista das postagens previstas para o próximo mês de março.


Dia 1 - Noticiário sobre o que se passa nos outros blogues dedicados ao policiário.

Dia 2 - Republicação de um conto no âmbito do Insólito.

Dia 4 - Mais um post dedicado à literatura policiária. Nesta publicação é relembrada a coleção Escaravelho de Ouro.

Dia 5 - Livro nº 1 de um autor, publicado pela Editorial Presença. 

Dia 7 - Publicação das pontuações obtidas pelos concorrentes que enviaram a solução do Problema nº 2 Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70. 

Dia 8 - Um post dedicado a uma secção orientada por Sete de Espadas na década de 40 do século passado.

Dia 9 - Mais um post da rubrica Um torneio de outros tempos. Recorda-se um torneio publicado Mistério e Aventura, na revista Camarada.

Dia 10  - Publicação da prova nº 3 do Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Dia 12 - Publicação de mais um texto de Luís Pessoa sobre a Geração de 70.

Dia 13 - Relembrando um policiarista: Big Ben.

Dia 15 - Detectives criados pelos policiaristas na elaboração dos seus problemas: Inspetor Bernardo.

Dia 17 - Mais uma edição de Humorismo Policiário. Uma pergunta inquietante.

Dia 19  - Mais um Enigma Curto para resolução rápida.

Dia 20  - Um texto opinativo.

Dia 22  - Publicação sobre a adaptação cinematográfica de um livro da chamada rainha do crime: Agatha Christie.

Dia 24  - Apresentação da solução do Enigma Curto.

Dia 27 - A BD e o Policiário, relembrando uma personagem feminina: Modesty Blaise

Dia 31 - Publicação da listagem de posts previstos para o mês de abril.


Nota: Esta listagem não impede o surgimento de outras postagens, se a atualidade se impuser.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 235

 

Banda Desenhada Policiária - Lena


Lena é uma série que balança entre o policiário e a espionagem. É uma série curta, com apenas 3 episódios: A Longa viagem de Lena, Lena e as três mulheres e Lena no braseiro. A série teve como autor Pierre Christin, que nasceu em vinte e sete de julho de mil novecentos e trinta e oito, tendo falecido em três de outubro de dois mil e vinte e quatro, e André Juillard, que nasceu em nove de junho de mil novecentos e quarenta e oito e faleceu em trinta e um de julho de dois mil e vinte e quatro.

Lena é uma misteriosa mulher, e o seu primeiro caso começa em Berlim-leste, onde deverá memorizar uma lista de nomes. È o começo de uma longa aventura que a leva a múltiplos países e cidades.

O segundo episódio traz uma Lena que busca as três mulheres que se irão sacrificar em atentados em Paris.

No terceiro episódio Lena vai aos Estados Unidos, onde organiza uma conferência que envolve vários países.

É uma série onde o texto tem uma importância fundamental, com o leitor a embrenhar-se na s histórias através deste.




terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 234

ENIGMAS CURTOS


A viagem do caracol

Solução

4 dias e meio.

No 1º dia subiu até aos 4 metros, mas à noite voltou para a altura de 1 metro. No 2º dia chegou aos 5 metros, regressando à noite aos 2 metros. No terceiro dia ascendeu à altura de 6 metros, voltando durante a noite aos 3 metros. No 4º dia subiu até aos 7 metros, mas de noite caiu até aos 4 metros. No 5º dia subiu aos 8 metros (enquanto houve sol), e atingiu o cimo do muro.


domingo, 22 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 233

 Do texto para os ecrãs

Sentença em pedra


Em 1977 Ruth Rendell publicou A judgement in Stone, que foi traduzido em Portugal por Sentença em pedra.

Claude Chabrol adaptou para cinema este livro, em 1995, sob o título La Cerémonie, que teve como cabeça de cartaz Isabelle Hupert.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 232

 

    Hoje é publicado um texto, que foi buscar a inspiração num outro, publicado por Luís Pessoa em maio de 2009 no jornal Público.

   Já após a escrita deste post, houve uma republicação do texto de Luís Pessoa no blogue Repórter de Ocasião.



O que é um  Problema Policiário?

    O que é um problema policiário? Será o problema policiário definível? 

      Há, na verdade, várias opiniões sobre aquilo em que consiste este conceito, que nem sempre são totalmente concordantes umas com as outras. 

   A minha opinião, é apenas mais uma. Já mais do que um policiarista abordou esta temática: Luís Pessoa, Constantino, Artur Varatojo, Lima Rodrigues, Sete de Espadas e outros que não são aqui nomeados.

    O conceito de problema policiário varia entre as pessoas e o que define um problema policiário para uma pessoa não o será para outra.

    Quem já dirigiu uma secção, teve que algumas vezes colocar-se a si esta questão: “Isto que estou a publicar é um problema policiário, mesmo que identificado como tal?”

   É uma pergunta que tem muitas respostas e nenhuma delas é a correta. Aqui, vai ficar mais uma.

    É a experiência de algumas décadas que me leva à definição aqui usada. Na minha opinião, nem todos os problemas publicados em secções policiárias, podem ser classificados como policiários. 

   Por algum motivo, alguns enigmas, têm nomes especiais: teste, advinha, etc. Alguns textos a que é atribuída a designação de policiário também não o deveriam ser.

     É frequente o solucionista deparar-se com um enigma que para ele não é um problema policiário. Nem todos os enigmas são policiários.

     Um problema policiário é-o pelo contexto em que a ação decorre. Deverá haver um delito que permita uma investigação. Seja ela feita a partir dos dados presentes no texto, ou uma pesquisa sobre um assunto que lá é focado.

    O delito poderá ser grave ou apenas ligeiro, como o roubo da vassoura para que a casa não seja varrida, mas terá que existir. Quando há investigação a partir de factos que estão longe da existência de qualquer delito, então não é um problema policiário.

    Para ser incluído nesta classificação de policiário, bastará que o texto tenha referências de contexto a crimes, investigações, etc.

    Também deve ser incluído como problema policiário aquele em que num contexto de delito, ou não, tem uma mensagem escondida, surja ela na forma criptográfica ou de interpretação do texto.

     O contexto, quando o crime não é evidente, será fundamental para que possa ser classificado como Problema Policiário.

  Não se pode esquecer que, muitas vezes, estes problemas, alegadamente policiários, têm um grau de dificuldade menor, e pode ser também uma opção do orientador da secção integrá-los, num qualquer torneio, como uma forma de captar novos aderentes à modalidade, aparecendo esses enigmas como Problemas Policiários.

  Esta classificação errónea sucede, por vezes, nos designados problemas de lógica, em que é necessário fazer um raciocínio que nada tem de policiário. Há apenas uma análise das diferentes premissas. 

     Veja-se o caso do problema nº 5 do Torneio de Outono, Férias de verão, de Beribica, publicado 6 de dezembro de 1986, no Diário Popular. Este problema não tem a menção a qualquer delito nem decorre em ambiente que origine uma investigação policial. É um problema de lógica, bastante estimulante, mas não faz sentido designá-lo como policiário.

   Outro tipo de problemas muito sujeito a esta situação, são os problemas de “caça ao erro”, onde podem existir erros no texto, que obriguem a uma investigação, mas cujo contexto não conduza a nenhuma investigação ligada a um delito. Trata-se de encontrar contradições entre o texto e a realidade. Isso tanto pode estar associado a um delito como não estar. Um problema de investigação interessante, mas que não considero policiário é «“Sir Aldra” Reaparece ou “Sir Aldra ataca” de novo», problema nº 5 do Torneio Cultores do Policiário, publicado em 1 de maio de 2024 no blogue Repórter de Ocasião. Mais uma vez, está-se perante um problema, que nem contextualmente conseguimos definir como policiário.

    Há ainda outros problemas que em nada contextualizam um delito. Veja-se A Vida de Diofanto, problema  nº 14 do Torneio dos Ases no jornal Público em 21 de junho de 1998. Trata-se apenas da resolução de uma equação matemática, que é preciso estabelecer (um dos processos), e que nada tem de policiário. É uma interpretação de um texto enigmático, mas sem contexto policiário.

    Também vivendo da contradição, mas sem contexto policiário, temos A Impossibilidade de Acnavart, publicado em Mistério Policiário em 28 de abril de 1977. Baseia-se na impossibilidade de um funeral estar marcado com uma semana de antecedência. Mais uma vez estamos perante um não Problema Policiário.

    Poderão estes problemas estar numa secção policiária e serem publicados como problemas policiários? O ideal é que não estivessem, mas, a falta de produções pode levar à sua publicação, e também daí, não vem o descrédito da modalidade. Os autores, sempre que possível, deverão contextualizar o texto num ambiente de cariz policiário, mas a história tem mostrado a publicação de muitos outros problemas.

    Vendo em retrospetiva, também eu já escrevi e publiquei alguns problemas que não classifico como policiários. Veja-se o problema Memórias, publicado na revista Sábado em 25 de março de 2021.

    São muitos os autores que abordaram temáticas não inseridas no policiário. Eu tentarei, após esta análise, melhorar aqueles que escrevo, fugindo a enigmas não policiários. 

    É uma promessa. Veremos se vou conseguir cumprir.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 231

 

ENIGMAS CURTOS


A viagem do caracol

Um caracol resolveu ir visitar um amigo a um quintal vizinho, mas tinha um muro de 8 metros a transpor. A viagem era longa! Começou a subir o muro na vertical, e todos os dias, ao calor do Sol, subia quatro metros, mas à noite arrependia-se da ousadia e voltava para trás: cada noite descia três metros. Isto todos os dias. Só avançava um metro cada dia.

Quanto tempo levou a atingir o cimo do muro?


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 230

 



Após ter publicado os critérios classificativos e a classificação do 1º problema do Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70, houve uma referência de um policiarista a um aspeto, saliente-se que não é uma reclamação da sua classificação. Refere ele que em nenhum lado do texto do problema está escrito que o Rabaça e o Rebelo faziam anos no mesmo dia e que quando alguém diz que faz dois anos de diferença não se refere a fazer anos no mesmo dia, com 2 anos de diferença. Tem razão. Faltava a palavra exatamente no texto.

Por isso, irei alterar os critérios de classificação, atribuindo 2 pontos aos concorrentes que não se referiram ao facto de o dia de aniversário dos dois ser o dia 12 de junho, o que a maior parte dos concorrentes indicou.

Esses dois pontos apenas terão reflexo na classificação geral do Torneio Paralelo, não nas restantes classificações, e surgirão na classificação geral a publicar com a solução do 2º problema.

Serão atribuídos dois pontos aos concorrentes Rosa Marques, Inspector 27797, Virmancaroli, Zaida, Edomar, Bertita, Háspide, Tiago Reis, Poluidora, Detetivesca, Remualda Resmungona, Inspectora Marta, Guilherme, Cris e Inspector Pevides.

Parece-me ser este o melhor meio de minimizar a situação, sem afetar demasiado as  classificações do torneio.

 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 228

 

Os detetives dos policiaristas - Richard Evil 



Richard Evil, ou em português Ricardo Diabo, é uma personagem criada por Artur Varatojo. 
Seria mais fácil obter elementos que o caracterizam, recorrendo a contos onde intervém esta personagem e que, como são mais longos, permitem outro tipo de descrição, mas os elementos aqui expostos apenas são recolhidos de problemas policiários com a intervenção de Richard Evil.
Era um homem que sorria ao coletar provas, demonstrando que com estas ia saber quem culpar.  Tinha um conceito de justiça próprio, pois em Alguém guardara o velho revólver, não quis resolver o caso, porque considerava que a morte fora justa.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 227

 

Policiaristas: Zé


Imagem retira do blogue O Inspector Fidalgo. Zé no convívio de Cabanas de Viriato em 17 de maio de 2009



Gustavo José Pereira Barosa nasceu na Marinha Grande em 9 de maio de 1942. Faleceu em 9 de janeiro de 2025 na cidade de Viseu, local onde trabalhou e viveu a sua vida adulta, nunca esquecendo as origens.

Atuou em várias áreas ligadas à cultura, mas aqui, ir-se-á falar da sua ligação ao Policiário.

Chegou ao Policiário pelo seu gosto pela banda desenhada e por ler, começando a concorrer na secção Mistério Policiário da revista Mundo de Aventuras, orientada por Sete de Espadas. O seu pseudónimo foi uma homenagem ao seu tio José.

Rapidamente  se evidenciou na decifração de problemas.

Depois do desaparecimento de Mistério Policiário, ainda concorreu na secção Badaladas da TPO, mas de seguida, fez uma pausa, regressando como provedor do Policiário. Em 2002 retomou a sua carreira de solucionista com muitos bons resultados. Para não haver repetição de pseudónimos, e como Viseu, surgia no Mundo de Aventuras sempre a seguir ao pseudónimo, passou a designar-se Zé-Viseu.

Em 2010 retomou o seu antigo pseudónimo: .



Imagem retirada do XYZ Magazine número 17


Foi muitas vezes o autor de A Melhor Solução de muitos problemas publicados. Além destas vitórias obteve outras. 

Pouco depois de se ter iniciado, na Volta a Portugal em Problemas Policiários foi o primeiro em duas classificações: As Melhores e Combinado. Esta prova foi disputada em 1976-77, na revista Passatempo,  No ano de 1977, na revista Quebra-Tolas, em Mistério e Aventura, mais uma secção orientada por Sete de Espadas, foi o vencedor do Torneio Quebra-Tolas 77. Nesse mesmo ano, foi um dos vencedores do Mini D- Outono do Torneio 4 Estações 77. No ano seguinte, 1978, surgiu como vencedor, por vezes ex-aequo, nos minitorneios do 4 Estações-78A) InvernoB) Primavera e C) Verão. Apenas falhou no D) Outono, dedicado aos testes de Banda Desenhada e Literatura Policial. No ano de 1978 foi vencedor do Torneio Sete de Espadas no Mundo de Aventuras. Em 1980 surge com mais um conjunto de vitórias: A) Inverno do 4- estações 80C) Verão do 4 Estações 80D) Outono do 4 Estações 80 e vencedor do 4 Estações 80, que era o Combinado dos mini torneios A, B, C e D. 



Imagem extraída do blogue O Inspector Fidalgo de 1 de dezembro de 2024. A Imagem faz parte de uma solução enviada por Zé a um problema nos anos 70


Em 1982, em Mistério Policiário, do Mundo de Aventuras ganhou o Torneio Dos Reis ao S. Pedro.

Antes da sua interrupção feita na sua atividade, em 1985 venceu no Jornal Badaladas o Torneio Sete de Espadas na vertente Decifração.

Depois de retomar a decifração do Policiário, foi o vencedor da Taça de Portugal em Problemas Policiários na época 2003-2004, assim como o vencedor de As Melhores nesse Campeonato Nacional de Problemas Policiários.

Em 2005 venceu o I Torneio Policiário O Lidador das Cinzentas.

Na época 2005-2006 venceu o Campeonato Nacional de Problemas Policiários, certame que Luís Pessoa realizava na secção Policiário do Público, assim como a classificação As Melhores nesse mesmo certame.

Na época seguinte, 2008-2009, venceu a Taça de Portugal, foi o vencedor do troféu Policiarista do Ano e terminou a época no 1º lugar do Ranking. Em 2008-2009 venceu “apenas” a classificação As Melhores, no Campeonato Nacional de Problemas Policiárias.

Voltaria a ser Campeão Nacional em 2010 e 2013.


Imagem extraída do blogue Crime Público de 23 de setembro de 2010


No ano de 2021, venceu na revista Sábado o Torneio do Centenário de Sete de Espadas, estabelecendo deste modo uma homenagem àquele que fez o seu lançamento no policiarismo.

No que se refere à produção, não escreveu muitos problemas policiários, mas, mesmo assim, sublinhe-se o facto de ser o vencedor da Produção no Torneio Sete de Espadas, realizado na secção Badaladas da TPO, em 1985, com Pediste-me um problema.

Mas não foi apenas um decifrador e produtor de problemas policiários. Também orientou secções. Orientou, com o Inspector Aranha a fase final de Enigma Policiário na revista Passatempo, entre junho de 1979 e o mesmo mês de 1982.

Juntamente com o Inspector Aranha, que na época adotava o pseudónimo de Zé dos Anzóis, e M. Constantino, que usou Zé da Vila, orientou a secção Mundo dos Passatempos no jornal O Almeirinense, entre 1 de março de 2006 e 15 de janeiro de 2010.


Imagem retirada do blogue O Inspector Fidalgo de 7 de maio de 2025.  Zé no convívio de Santo André em 26 de junho de 2005


Além do seu papel como provedor do Policiário do Público também foi um membro ativo no XYZ Magazine, sendo o responsável por um conjunto de crónicas lá publicadas.

Tem também publicado no Público o conto O Cão Maldito.

Marcou presença em múltiplos convívios e foi o organizador do Convívio de Viseu que, na década de 70, no mês de Setembro, era realizado.

Como se pode ver, foi um policiarista de excelência.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 226

 

Mais um texto do L. P. dedicado à Geração de 70 do policiário.


ESTREIA

 

Aveiro, 28 de Fevereiro de 1976

O primeiro convívio em que estive presente.

Ainda um pouco às apalpadelas, o Sete aventurou-se no aluguer de um autocarro e partimos, de madrugada, do Martim Moniz, em Lisboa.

Eu não conhecia ninguém, mas a figura do Sete era facilmente reconhecível e desde muito cedo, antes até do autocarro aparecer, já alguns de nós íamos “marcando a pinta” dos detectives que por ali circulavam, mas sem conversas...

Até que apareceu o “barbudo” e sorridente Sete, que logo concentrou as atenções dos convivas, para as necessárias apresentações.

Os mais miúdos, eram trazidos pelos pais e recomendados ao “avô” Sete, que se aprontava a descansá-los: “Connosco estão bem entregues”!

A viagem foi demorada, as autoestradas eram miragem e o autocarro, enfim, andava, o que já não era mau de todo. Houve tempo para muita conversa...

Convívio animado, que o Jartur coordenou lindamente, com uma sala de teatro só para nós...

Por essa altura, a fama de contestatário já me precedia e era possuidor de fartíssima cabeleira e abundante barba e quase todos se espantaram com o meu aspecto. Tinham a ideia que iam encontrar um “rato de biblioteca”, com os óculos na ponta do nariz... 

Era um gozo quando o Sete me apresentava: “Este é o LP!”

E muitos não acreditavam!

A “Geração de 70” já se ia mostrando, com alguns “veteranos” entremeados numa larga maioria de “putos”.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 225

 


Vamos à publicação do problema nº 2  dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

Hoje é publicado o Grande  Prémio do Porto, local de origem de muitos policiaristas. Pretende-se homenagear todos os policiaristas do designado Grande Porto.  

Nem sempre, nomeadamente nos tempos em que as respostas eram enviadas por correio, havia uma correspondência direta entre as localidades indicadas e o local onde os policiaristas viviam, designadamente nas grande cidades, por isso Porto representa, também, as localidades próximas.

Não me parece que o problema apresente grande dificuldade, tal como aconteceu no nº 1, mas, tal como no primeiro problema, há que justificar bem, todas as conclusões tiradas.

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio do Porto

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 2

O traficante de diamantes

de Paulo

A minha missão estava bem definida. Seguia o carro que me haviam indicado e, como de costume, eu sabia que não o poderia perder.

A noite já caíra há algum tempo e como o carro seguia numa estrada com poucos veículos, achei melhor não me aproximar demasiado. Ele poderia suspeitar daquelas luzes que iam sempre atrás dele mesmo quando mudava de direção.

Não era um suspeito muito perigoso. Nunca matara ninguém, daquilo que se sabia. Estava a ser seguido por ser um elemento importante na quadrilha de tráfico de diamantes que estávamos a investigar.

Ele fazia uma condução normal, quase descontraída. Connosco, naquela estrada, cruzavam-se alguns carros, atirando-me as luzes para os olhos, e para os dele, muito provavelmente, quando se esqueciam de alterar os faróis para a posição de cruzamento com outros veículos. Nunca lhe vira a cara. Tinham-me indicado o modelo e a cor do carro, o local onde estava parado e eu aguardei. Vi-o entrar no carro, sozinho, e assim conduzia, porque mais ninguém entrara posteriormente.

A viagem estava monótona, não fossem os veículos que vinham da frente. Foi num desses cruzamentos, enquanto um carro se cruzava com ele, que atirou pela janela, ainda lhe vi a extremidade dos dedos, a ponta de um cigarro, que vi em movimento parabólico até bater no chão. Não fosse eu estar a fazer a perseguição e teria parado, para ter a certeza que a “beata” estava apagada na berma onde caíra. Era inverno, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Não há épocas de incêndios, há incêndios. Ainda olhei para o lado direito, para ver se via alguma chama a tentar começar, mas a ponta do cigarro não se via.

Aproximávamo-nos da autoestrada e seria por aí que seguiríamos. Nestas estradas de portagem eletrónica não se para, e foi por isso que seguimos sempre sem interrupção da viagem.

Pouco depois, havia uma estação de serviço, para onde ele entrou.

Eu também saí da autoestrada. Ele estava parado a colocar combustível no carro. Eu não podia parar ali, pois ele podia ver-me, o que não era aconselhável, ou desconfiar que era seguido. Segui em frente e parei junto do restaurante da estação, pronto a arrancar quando ele passasse, pois era a única via de saída. Parei. Vi que ele desviara o carro para a lateral do restaurante e, como não surgira do outro lado do edifício, parara aí. Será que iria comer. Também saí e fui até à lateral do edifício.

Miséria! Desgraça! Eu não tinha reparado na matrícula do carro e agora havia lá quatro carros estacionados do mesmo modelo e da mesma cor. Um modelo atual. Como era possível?! Como fora eu tão ingénuo? Quem é que agora eu deveria seguir? Havia um veículo com matrícula portuguesa, outro com matrícula espanhola, um com a placa da Grã-Bretanha e outro, pasme-se, da Finlândia. A terra do frio e do Pai Natal. Claro que o interior do veículo coincidia com a nacionalidade da matrícula, como eu pude constatar numa vista rápida através do para-brisas.

Quem é que eu deveria seguir? Qual dos quatro veículos seria usado pelo traficante de diamantes?

 

É neste momento que os leitores vão ajudar o detetive automobilista. Qual dos carros ele se deveria preparar para seguir e porquê?

As soluções  devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 28 de fevereiro:

a - por correio eletrónico de A Página dos Enigmasapaginadosenigmas@gmail.com, enviando por email;

b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;

c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 224

 


Os problemas deste torneio foram todos de Constantino e, de um dos seus outros pseudónimos, Mário Campino. Efetivamente, foram dois torneios: Taça de Portugal em Problemas Policiários e Torneio Paralelo

A Taça de Portugal era a eliminar, com a concretização de duelos que deixavam, de cada vez, metade dos concorrentes fora de prova. Em simultâneo, existia um torneio que capitalizava os pontos conquistados.

Problema 1 – Não havia mistério, assinado por Mário Campino, em outubro de 1978.

Elementos da solução.

Análise de pormenores que conduzem ao assassino, eliminando os inocentes.

 

Problema 2 – Ódios longos…, assinado por Constantino, em novembro de 1978.

Elementos da solução.

Impressões digitais

Altura da vítima e do criminoso.

 

Problema 3 – Assado esturrado, assinado por Mário Campino, em dezembro de 1978.

Elementos da solução.

Problema de eliminatórias.

 

Problema 4 – Investigação em azul, assinado por Constantino, em janeiro de 1979.

Elementos da solução.

Os documentos não são possíveis, naquela forma, na data em que foram escritos.

 

Problema 5 – Morte para um tirano, assinado por Mário Campino, em fevereiro de 1979.

Elementos da solução.

Venenos

 

Problema 6 – Um mistério para Holmes, assinado por Constantino, em março de 1979.

Elementos da solução.

Posição da arma e da entrada do projétil

Técnica de análise criminalísticas: pólvora dos disparos.

Conhecimentos sobre tinta de cabelos.

 

Problema 7 – Investigação em verde, assinado por Constantino, em abril de 1979.

Elementos da solução.

Analise de pormenores para inferir uma conclusão.

Conhecimentos de química.

 

RESULTADOS

Vencedor da Taça de Portugal: Raul Ribeiro

 

Torneio Paralelo

Classificação Geral

1º Detective Invisível, 70 pontos

2º Big-Ben, 68 pontos

3º Milau, 68 pontos

4º Inspector Moisés, 68 pontos

5º Paula, 67 pontos

6º Milena, 67 pontos

7º Zé Chery, 64 pontos

8º Ricky Lake,  64 pontos

9º K,  64 pontos

10º Mafreimar, 63 pontos

Total de concorrentes: 134

 

As Melhores

1º Detective Invisível, 12 pontos

2º Raul Ribeiro, 11 pontos

3º Big-Ben, 8 pontos

Foram 10 os concorrentes que pontuaram.

 

Combinado

1º Raul Ribeiro

2º Detective Invisivel

3º Big-Ben


sábado, 7 de fevereiro de 2026

A Página dos Enigmas nº 223

 




Publicam-se agora a solução do primeiro problema dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70 e os resultados respetivos.


No Café Central


Solução.

A ação do roubo passa-se em Lisboa, porque o texto diz que é na capital do país,  em 1980, no dia a seguir a 12 de junho, porque é o dia de aniversário do João Rebelo, que é o mesmo do José Rabaça.

No texto diz que é junho e refere, também o texto, que o aniversário é no dia 12.

A data a seguir ao aniversário do João Rebelo, ou seja, depois do dia 12 de junho, é 13 de junho.

Este dia, 13 de junho, é feriado municipal em Lisboa, com todos os bancos encerrados neste concelho. O roubo, a acontecer, nunca poderia ser nesse dia.


Critérios de Classificação

- Indica o dia 12 de junho, como o do aniversário do Rabaça. – 1 ponto.

- Justifica que Rabaça nasceu em 12 de junho. – 2 ponto.

- Indica o dia de assalto, como 13 de junho de 1980. – 1 ponto.

- Justifica que o assalto foi nessa data. – 1 ponto.

- Indica 13 de junho, como sendo o feriado municipal de Lisboa. – 1 ponto.

- Indica que nesse dia os bancos estiveram encerrados em Lisboa, e que por isso não era possível que tivesse ocorrido aquele assalto. – 2 pontos.

- Presença – 2 pontos.


Comentário.

Houve quem visse que era impossível ter acontecido o assalto no dia 13 de junho, mas a justificação falhou alguns pormenores. Veja-se  nos critérios de classificação o que era necessário justificar.

A "chave" deste problema já tinha sido usada outras vezes, pelo que pensei ser fácil, ainda para mais, tratando-se do feriado municipal de Lisboa. Infelizmente houve quem falhasse  a "chave".

Um dos pormenores "óbvios", que alguns falharam, foi  a falta de justificação do dia 13 para dia do assalto. Bastaria dizer que é no dia a seguir a dia 12, dia do aniversário. Como a seguir a 12 vem 13, então...

Foi referida por outros solucionistas uma  situação que não está na solução oficial. A instabilidade meteorológica não permitiria um dia de calor a 13 de junho de 2023.

Onde fica Penedio? É um local de ficção e não há nenhuma indicação se fica no Algarve ou no interior de Trás-os-Montes. Não se pode afirmar, por isso, com a certeza absoluta, a impossibilidade de existir a temperatura elevada. 

Mas, mesmo que isso fosse verdade,  a instabilidade meteorológica, não tinha implicação com o facto de 13 de junho ser o feriado municipal de Lisboa.

Também, e isto vem a propósito do que alguns concorrentes escreveram, não me parece ser necessária qualquer vitória para que os adeptos de um clube digam: "Somos os maiores", embora, no caso, na época 2022/23 o Benfica tenha sido o vencedor do campeonato nacional de futebol masculino.


Vamos às classificações


Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio de Lisboa


Melhores Soluções (Classificação Final do Grande Prémio)

O Gráfico -25 pontos

Detective Jeremias -18 pontos

Búfalos Associados -15 pontos

Detective Verdinha -12 pontos

Inspector Aranha -10 pontos

Bernie Leceiro - 8 pontos

Fotocópia - 6 pontos

Mali - 4 pontos

Pintinha -2 pontos

Nubis - 1 ponto


Corrida Sprint (Solução Mais Rápida a Chegar)

O Gráfico - 8 pontos

O Pegadas - 7 pontos

Mandrake Mágico - 6 pontos

Bernie Leceiro - 5 pontos

Veni Vidi Vici - 4 pontos

Robert Strike - 3 pontos

Super Heróis do Policiário - 2 pontos

Lisbonense - 1 ponto


Solução Mais Curta (Volta Mais Rápida)

Pintinha


Classificação Geral do Torneio Fórmula 1 Policiária

1º lugar - O Gráfico - 33 pontos

2º lugar - Detective Jeremias - 18 pontos

3º lugar - Búfalos Associados - 15 pontos

4º lugar - Bernie Leceiro - 13 pontos

5º lugar - Detective Verdinha - 12 pontos

6º lugar - Inspector Aranha - 10 pontos

7º lugar - O Pegadas - 7 pontos

8º lugar - Mandrake Mágico - 6 pontos

9º lugar - Fotocópia - 6 pontos

10º lugar - Veni Vidi Vici - 4 pontos

11º lugar - Mali - 4 pontos

12º lugar - Robert Strike - 3 pontos

13º lugar - Pintinha - 3 pontos

14º lugar - Super Heróis do Policiário - 2 pontos

15º lugar - Lisbonense - 1 pontos

16º lugar - Nubis - 1 ponto


Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70


Classificação no Problema

10 pontos

Bernie Leceiro, Búfalos Associados,  Detective Verdinha, Detective Jeremias, Detetive Lurma, Detetive Rui, Ego, Faria, Fotocópia, Inspector Aranha, Inspector Moscardo, Lisbonense, Mali, Mandrake Mágico, Nubis, O Gráfico, O Pegadas, Os Super Heróis do Policiário, Pintinha, Robert Strike, Vasco Ribeiro, Veni Vidi Vici. (22 concorrentes.)

9 Pontos

Clóvis, CSSPS e Karl Marques. (3 concorrentes.)

Com 8 pontos

Háspide, Inspector 27797, Inspector Pevides, Tiago Reis e Zaida. (5 concorrentes.)

Com 7 pontos

Columbo, Detective Alberto, Inspetor Boavida e Menino Nelito. (4 concorrentes.)

Com 6 pontos

Alma Gentil, Inspectrice, Kali Mero e Xá do Reino. (4 concorrentes.)

Com 5 pontos

Detective Rosa, Doula, Guilherme, Poluidora e Rosa Marques. (5 concorrentes.)

Com 4 pontos

Detetivesca, Edomar e Virmancaroli. (3 concorrentes.)

Com 3 pontos

Inspectora Marta e Romualda Resmungona. (2 concorrentes)

Com 2 pontos

Bertita e Cris. (2 concorrentes.)

Total de concorrentes: 50


As Melhores

O Gráfico - 5 pontos

Detective Jeremias  - 4 pontos

Búfalos Associados   - 3 pontos

Detective Verdinha -  2 pontos

Inspector Aranha  - 1 ponto


As Mais Originais

O Gráfico - 5 pontos

Bernie Leceiro - 4 pontos

Inspector 27797   - 3 pontos

Inspector Moscardo 2 pontos

Detective Jeremias - 1 ponto


Classificação Geral

1º lugar -  O Gráfico - 10 Pontos

2º lugar - Detective Jeremias - 10 Pontos

3º lugar - Búfalos Associados - 10 Pontos

4º lugar - Detective Verdinha - 10 Pontos

5º lugar - Inspector Aranha - 10 Pontos

6º lugar - Bernie Leceiro - 10 Pontos

7º lugar - Inspector Moscardo - 10 Pontos

8º lugar - Pintinha - 10 Pontos

9º lugar - Mandrake Mágico - 10 Pontos

10º lugar - Os Super Heróis do Policiário - 10 Pontos

11º lugar - O Pegadas - 10 Pontos

12º lugar - Faria - 10 Pontos

13º lugar - Mali - 10 Pontos

14º lugar - Ego - 10 Pontos

15º lugar - Veni Vidi Vici - 10 Pontos

16º lugar - Detetive Lurma - 10 Pontos

17º lugar - Robert Strike - 10 Pontos

18º lugar - Lisbonense - 10 Pontos

19º lugar - Fotocópia - 10 Pontos

20º lugar - Nubis - 10 Pontos

21º lugar - Detetive Rui - 10 Pontos

22º lugar - Vasco Ribeiro - 10 Pontos

23º lugar - Clóvis - 9 Pontos

24º lugar - Karl Marques - 9 Pontos

25º lugar - CSSPS - 9 Pontos

26 lugar - Inspector 27797 - 8 Pontos

27º lugar - Inspector Pevides - 8 Pontos

28º lugar - Zaida - 8 Pontos

29º lugar - Háspide - 8 Pontos

30º lugar - Tiago Reis - 8 Pontos

31º lugar - Inspetor Boavida - 7 Pontos

32º lugar - Columbo - 7 Pontos

33º lugar - Detective Alberto - 7 Pontos

34º lugar - Menino Nelito -7 Pontos

35º lugar - Inspectrice - 6 Pontos

36º lugar - Alma Gentil - 6 Pontos

37º lugar - Kali Mero - 6 Pontos

38º lugar - Xá do Reino - 6 Pontos

39º lugar - Rosa Marques - 5 Pontos

40º lugar - Poluidora - 5 Pontos

41º lugar - Doula - 5 Pontos

42º lugar - Detective Rosa - 5 Pontos

43º lugar - Guilherme - 5 Pontos

44º lugar - Detetivesca - 4 Pontos

45º lugar - Virmancaroli - 4 Pontos

46º lugar - Edomar - 4 Pontos

47º lugar - Romualda Resmungona - 3 Pontos

48º lugar - Inspectora Marta - 3 Pontos

49º lugar - Bertita - 2 Pontos

50º lugar - Cris - 2 Pontos


No final do primeiro problema a Classificação de As Melhores e de As Mais Originais coincidem com as do problema.

Vamos aguardar a publicação do problema nº 2 para ver se traz alterações nas classificações.