Com
este texto pretende-se relembrar as policiaristas que, além de solucionarem os
problemas, também surgiram como produtoras. Esta listagem tem várias limitações.
Em primeiro lugar refira-se o facto de a maior parte das concorrentes estar
identificada por pseudónimo e em alguns casos não ser possível determinar
estar-se perante de alguém do género feminino. Muitas vezes, perante o
desconhecido, e como o pseudónimo era feminino, optou-se por considerar que
estava perante alguém desse género, o que poderá não ser verdade em todas as
situações. Em segundo lugar, apenas irei referir problemas dos quais tenha
conhecimento, pelo que poderão existir outros problemas, que desconheço, mas
que sejam feitos por concorrentes femininas.
Feita
esta introdução vamos à indicação de quais podem ser, ou pelos menos com
elevada probabilidade de serem mulheres, efetivamente listadas.
Irei
socorrer-me do blogue Baú do Policiário para fazer esta listagem, pelo que a
indicação aqui será a da ordem alfabética.
A
Lampadinha. Policiarista de Almada com registo de produções na década de 80.
Lena.
Já a partir de 2010 surge como co-autora de problemas feitos com o seu marido,
A. Raposo. Em muitos destes problemas surge a personagem do Detetive Tempicos,
que terá surgido ainda quando A. Raposo aparecia como único autor.
Agatha.
Embora nã tenha a certeza do género, como o pseudónimo é feminino é aqui referida. Em 1976 surgiu um problema
seu em Mistério Policiário, Aconteceu no banho.
Anel.
Policiarista alentejana, que surge como autora de problemas na década de 70 do
século passado.
Bé. É
um pseudónimo que parece feminino. Tem dois problemas publicados na secção
Policiário do Público.
Bia
Sotam. Tudo indica que se trata de uma policiarista. Em O Gosto do Mistério, na
Flama, surgiu um problema seu em 6 de fevereiro de 1959.
Búfalos
Associados é uma dupla constituída por Rui Mendes e Maria José. Nesta página
também tem lugar com os múltiplos problemas produzidos: mais de 20. Todos no século XXI. É possível encontrar os
seus problemas no jornal Público, na revista Sábado e no Audiência – Grande
Porto
Detective
Jeremias é uma excelente solucionista, mas também tem marcado presença como
produtora de problemas policiários. O Almeirinense, o Correio do Ribatejo, o
Público, o Audiência Grande-Porto e o Blogue Repórter de Ocasião são os locais
por onde as suas produções se encontram publicadas.
Dr.ª
Watson. Era uma policiarista do Estoril, que marcou presença na década de 70 e inicio
de 80, fazendo dupla com Sherlock Holmes.
Têm em comum vários problemas publicados no Mundo de Aventura e no
Quebra-Tolas.
No Jornal de Almada, Edomar publicou Uma 2ª feira de aulas em janeiro de 1997.
Gary,
de Coimbra, surge também como uma autora na década de 90. No Público, com O
Relatório, e no jornal de Almada, onde faz um problema a meias com Flo, O
Furto.
Laura
Detective. Um problema na Página 17 do Cavaleiro Andante em 19 de março de
1955.
Lilia
Sol, pseudónimo de Maria Josefa de Almeida, foi autora de vários problemas na
segunda metade dos anos cinquenta e no início da década seguinte.
Madame
M.J.C.. Mais uma policiarista que funciona em dupla. Fazia-o com o Inspector
Columbo. Os dois publicaram em novembro de 1979 na secção Mistério e Aventura
do Quebra-Tolas, Quem matou?.
Madame
Eclética, surgiu já no século XX e na seção O Desafio dos Enigmas publicou, em
16 de julho de 2017, Uma vedeta do teatro musicado da TV Globo.
Mali é
uma policiarista que se evidencia pela originalidade das suas respostas. Tem pelo menos um problema da sua autoria. Os irmãos Mira, publicado na Célula
Cinzenta de abril de 1989.
Ma(r)ta
Hari. Deverá ser uma policia,rista, embora não exista mais nada que o possa
indicar. . Publicou dois problemas em O Desafio dos Enigmas: Um copo de leite
noturno; Falta dinheiro na caixa.
Masc tem pelo menos um problema publicado Morte na
Vila, no Jornal de Almada em 21 de abril de 1995.
Esta
Concorrente, Melusina, marcou presença em Mistério Policiário . Publicou aí
dois um problemas. um em 10 de agosto de 1978, Busca Infrutífera, e outro em
12 de abril de 1979, O enigma do pente preto.
Miss
Atómica publicou na secção Em Fim de livro, em 1954, A pasta desaparecida.
Natércia
Leite. Uma das primeiras policiaristas portuguesas. Excelente contista, escreveu
alguns problemas policiários, ao logo de mais de vinte anos. Desde A morte
Fernando Faria, publicado em 24 de abril de 1945 na revista Detective, a O
Ocupante do quarto 205, em 24 de fevereiro de 2002 no Policiário do jornal
Público.
Pal,
que foi responsável por uma secção na Revista Célula Cinzenta, também foi
autora de problemas, designadamente no Jornal de Almada e em Sábado
Policiário.
Mais
uma policiarista que nasceu em Mistério Policiário, Pata Lógika, que publicou
um problema em 23 de fevereiro de 1978, O tesouro de Xerxes.
A
Professor Cebolas publicou um problema em 5 de fevereiro de 2011 no jornal
Público, A madame Higy e a vaca malhada.
Já há
quase 50 anos, em 4 de setembro de 1975, uma policiarista, a Rapariga Espinho, publicou
Desculpe, mas não lhe sirvo de álibi, na secção Mistério Policiário.
Severina,
nome de Severina de Jesus Repolho Gomes Fortes, escreveu um número considerável
de contos, mas na década de 90 também surgiu como autora de vários problemas
publicados no Jornal de Almada, no Crimes e Passatempos e no Público.
Tânia. Em parceria com Flo publicou Os quatro Amigos no jornal Público.
Quando este texto começou a ser escrito, não estava previsto este parágrafo, mas dado o número reduzido de autoras de problemas policiários que foi possível encontrar, na verdade esperava encontrar bastantes mais, segue o nome das que são aqui referenciadas: A Lampadinha, A. Raposo & Lena, ( o elemento feminino do grupo), Agatha, Anel, Bé, Bia Sotam, Búfalos Associados (com um elemento feminino na dupla, Maria José), Detective Jeremias, Sherlock Holmes & Dr.ª Watson (dupla com um elemento feminino), Edomar, Gary, Laura Detective, Lília Sol, Madame M. J. C. (faz dupla com o Inspector Columbo), Madame Ecléctica, Mali, Ma(r)ta Hari, Masc, Melusina, Miss Aómica, Natércia Leite, Pal, Pata Lógika, Professor Cebola, Rapariga Espinho, Severina e Tânia (em parceria com Flo).
Deve-se
ainda acrescentar outro pormenor. Tirando o caso de Búfalos Associados, sempre
que existe uma dupla o nome masculino figura em primeiro lugar.
Como se
pode constatar não se está perante um número elevado. Entre centenas de
autores, são muito poucas as mulheres que escreveram problemas policiários. São
precisas mais autoras policiaristas do sexo feminino.
Sem
dúvida que haverá mais algumas. Estas são as que foi possível identificar.

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