segunda-feira, 20 de abril de 2026

A Página dos Enigmas nº 270

 


Com este texto pretende-se relembrar as policiaristas que, além de solucionarem os problemas, também surgiram como produtoras. Esta listagem tem várias limitações. Em primeiro lugar refira-se o facto de a maior parte das concorrentes estar identificada por pseudónimo e em alguns casos não ser possível determinar estar-se perante de alguém do género feminino. Muitas vezes, perante o desconhecido, e como o pseudónimo era feminino, optou-se por considerar que estava perante alguém desse género, o que poderá não ser verdade em todas as situações. Em segundo lugar, apenas irei referir problemas dos quais tenha conhecimento, pelo que poderão existir outros problemas, que desconheço, mas que sejam feitos por concorrentes femininas.

Feita esta introdução vamos à indicação de quais podem ser, ou pelos menos com elevada probabilidade de serem mulheres, efetivamente listadas.

Irei socorrer-me do blogue Baú do Policiário para fazer esta listagem, pelo que a indicação aqui será a da ordem alfabética.

A Lampadinha. Policiarista de Almada com registo de produções na década de 80.

Lena. Já a partir de 2010 surge como co-autora de problemas feitos com o seu marido, A. Raposo. Em muitos destes problemas surge a personagem do Detetive Tempicos, que terá surgido ainda quando A. Raposo aparecia como único autor.

Agatha. Embora nã tenha a certeza do género, como o pseudónimo é feminino  é aqui referida. Em 1976 surgiu um problema seu em Mistério Policiário, Aconteceu no banho.

Anel. Policiarista alentejana, que surge como autora de problemas na década de 70 do século passado.

. É um pseudónimo que parece feminino. Tem dois problemas publicados na secção Policiário do Público.

Bia Sotam. Tudo indica que se trata de uma policiarista. Em O Gosto do Mistério, na Flama, surgiu um problema seu em 6 de fevereiro de 1959.

Búfalos Associados é uma dupla constituída por Rui Mendes e Maria José. Nesta página também tem lugar com os múltiplos problemas produzidos: mais de 20.  Todos no século XXI. É possível encontrar os seus problemas no jornal Público, na revista Sábado e no Audiência – Grande Porto

Detective Jeremias é uma excelente solucionista, mas também tem marcado presença como produtora de problemas policiários. O Almeirinense, o Correio do Ribatejo, o Público, o Audiência Grande-Porto e o Blogue Repórter de Ocasião são os locais por onde as suas produções se encontram publicadas.

Dr.ª Watson. Era uma policiarista do Estoril, que marcou presença na década de 70 e inicio de 80, fazendo dupla com Sherlock Holmes.  Têm em comum vários problemas publicados no Mundo de Aventura e no Quebra-Tolas.

No Jornal de Almada, Edomar publicou Uma 2ª feira de aulas em janeiro de 1997.

Gary, de Coimbra, surge também como uma autora na década de 90. No Público, com O Relatório, e no jornal de Almada, onde faz um problema a meias com Flo, O Furto.

Laura Detective. Um problema na Página 17 do Cavaleiro Andante em 19 de março de 1955.

Lilia Sol,  pseudónimo de Maria Josefa de Almeida, foi autora de vários problemas na segunda metade dos anos cinquenta e no início da década seguinte.

Madame M.J.C.. Mais uma policiarista que funciona em dupla. Fazia-o com o Inspector Columbo. Os dois publicaram em novembro de 1979 na secção Mistério e Aventura do Quebra-Tolas, Quem matou?.

Madame Eclética, surgiu já no século XX e na seção O Desafio dos Enigmas publicou, em 16 de julho de 2017, Uma vedeta do teatro musicado da TV Globo.

Mali é uma policiarista que se evidencia pela originalidade das suas respostas. Tem pelo menos um problema da sua autoria. Os irmãos Mira, publicado na Célula Cinzenta de abril de 1989.

Ma(r)ta Hari. Deverá ser uma policia,rista, embora não exista mais nada que o possa indicar. . Publicou dois problemas em O Desafio dos Enigmas: Um copo de leite noturno; Falta dinheiro na caixa.

Masc  tem pelo menos um problema publicado Morte na Vila, no Jornal de Almada em 21 de abril de 1995.

Esta Concorrente, Melusina, marcou presença em Mistério Policiário . Publicou aí dois um problemas. um em 10 de agosto de 1978, Busca Infrutífera, e outro em 12 de abril de 1979, O enigma do pente preto.

Miss Atómica publicou na secção Em Fim de livro, em 1954, A pasta desaparecida.

Natércia Leite. Uma das primeiras policiaristas portuguesas. Excelente contista, escreveu alguns problemas policiários, ao logo de mais de vinte anos. Desde A morte Fernando Faria, publicado em 24 de abril de 1945 na revista Detective, a O Ocupante do quarto 205, em 24 de fevereiro de 2002 no Policiário do jornal Público.

Pal, que foi responsável por uma secção na Revista Célula Cinzenta, também foi autora de problemas, designadamente no Jornal de Almada e em Sábado Policiário.

Mais uma policiarista que nasceu em Mistério Policiário, Pata Lógika, que publicou um problema em 23 de fevereiro de 1978, O tesouro de Xerxes.

A Professor Cebolas publicou um problema em 5 de fevereiro de 2011 no jornal Público, A madame Higy e a vaca malhada.

Já há quase 50 anos, em 4 de setembro de 1975, uma policiarista, a Rapariga Espinho, publicou Desculpe, mas não lhe sirvo de álibi, na secção Mistério Policiário.

Severina, nome de Severina de Jesus Repolho Gomes Fortes, escreveu um número considerável de contos, mas na década de 90 também surgiu como autora de vários problemas publicados no Jornal de Almada, no Crimes e Passatempos e no Público.

Tânia. Em parceria com Flo publicou Os quatro Amigos no jornal Público.

Quando este texto começou a ser escrito, não estava previsto este parágrafo, mas dado o número reduzido de autoras de problemas policiários que foi possível encontrar, na verdade esperava encontrar bastantes mais, segue o nome das que são aqui referenciadas: A Lampadinha, A. Raposo & Lena, ( o elemento feminino do grupo), Agatha, Anel, Bé, Bia Sotam,  Búfalos Associados (com um elemento feminino na dupla, Maria José), Detective Jeremias, Sherlock Holmes & Dr.ª Watson (dupla com um elemento feminino), Edomar, Gary, Laura Detective, Lília Sol, Madame M. J. C. (faz dupla com o Inspector Columbo), Madame Ecléctica, Mali, Ma(r)ta Hari, Masc, Melusina, Miss Aómica, Natércia Leite, Pal, Pata Lógika, Professor Cebola, Rapariga Espinho,  Severina e Tânia (em parceria com Flo).

Deve-se ainda acrescentar outro pormenor. Tirando o caso de Búfalos Associados, sempre que existe uma dupla o nome masculino figura em primeiro lugar.

Como se pode constatar não se está perante um número elevado. Entre centenas de autores, são muito poucas as mulheres que escreveram problemas policiários. São precisas mais autoras policiaristas do sexo feminino.

Sem dúvida que haverá mais algumas. Estas são as que foi possível identificar.


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