sexta-feira, 10 de julho de 2026

A Chave dos Enigmas nº 316

 


Vamos à publicação do problema nº 7  dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.

O Grande prémio de Braga está aí, abraçando deste modo todo o Minho, que tantos policiaristas legou para a modalidade.

O problema de hoje tem uma chave muito conhecida e usada em vários problemas, não esquecendo de responder a todos os elementos pedidos. Vamos a isso! Enviem as vossas soluções.

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio de Braga

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 7

Uma morte entre os Herdeiros da Noite

de Paulo

Os Herdeiros da Noite eram uma seita que funcionava em torno da Lua. Sempre que ocorria uma das fases do nosso satélite eles reuniam-se em casa do chefe do grupo, Elias Maldonado, para realização de uma cerimónia, o que significava que, mesmo com intervalos irregulares, lá se reuniam para, no jardim da vivenda de Maldonado, procederem à cerimónia. Eram, além do próprio Maldonado, sempre quatro elementos, que ele escolhia, não se sabe bem com que critérios, a não ser um. Em cada sessão estavam sempre dois elementos que não tinham estado na anterior.

Naquela noite não chegou a haver a cerimónia, marcada para as 23 horas e 52 minutos locais, de Portugal continental, país onde decorria a ação. Por volta das nove e meia, e já era noite há algum tempo, porque corria o mês de janeiro, o Elias Maldonado apareceu morto no seu quarto. Foi encontrado quando um dos membros, Abel, pretendeu falar com ele.

Elias Maldonado levara uma forte pancada na cabeça com um objeto duro e redondo e fora estrangulado. O assassino ou a assassina queriam ter a certeza de que ele não viveria.

Os intervenientes na cerimónia, geralmente jovens entre os 18 e os 28 anos, ficavam alojados na casa de Elias para realizarem a cerimónia, e esta era sempre à noite, independentemente do momento em que ocorresse a mudança de fase. Era sempre no dia que ficava mais perto do acontecimento.

A Luísa era aquela que mais frequentemente participava nas cerimónias. Dissera que estava no seu quarto em meditação a partir das sete e meia. Ouvira o Abel chamar, fora ver o que se passara e vira o mestre morto. Assumia que no passado mantivera um relacionamento sexual com a vítima.

A Olga não parava de chorar. Depois da refeição recolhera ao seu quarto, onde sabia que o mestre Elias apareceria. Sabia que era uma das favoritas. Estranhou ele não aparecer, e quando acorreu à chamada de Abel já lá estava a Luísa.

O Jorge era um dos novatos, que participava pela primeira vez numa cerimónia dos Herdeiros da Lua, como tal, não participara na anterior do quarto minguante. Dizia estar muito nervoso pela sua participação. Estava no quarto, sem fazer nada, esperando a hora da cerimónia. Ouviu algum barulho por volta das oito e meia, mas não ligou importância.

Quando compareceu à chamada do Abel já lá estavam as duas raparigas.

O Abel, outro dos estreantes na cerimónia, disse que por volta das oito e meia ouviu um ruído e viu um vulto a esgueirar-se à luz do luar, no quintal. Não ligou importância. Depois das nove horas foi falar com o mestre Elias sobre pormenores da cerimónia e o papel que desempenharia, mas encontrou-o morto. Assumiu uma forte paixão, não correspondida, por Olga.

A polícia encontrou no quarto de Elias um taco de beisebol, que deveria estar na sala, e que serviu para efetuar a agressão, com as impressões digitais limpas.

Havia impressões digitais de muita gente espalhadas pela casa, o que se coadunava com as atividades que por lá se realizavam.

Perante o descrito, acha que algum dos presentes na casa pode ser o assassino? Justifique, indicando quem cometeu o crime, porque afirma tal, e como o crime foi cometido, indicando um móbil, caso exista.


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