sexta-feira, 20 de março de 2026

A Página dos Enigmas nº 252



Vou falar de soluções e das perguntas que são feitas num problema. É tão importante fazer um problema claro e sem truques, como a solução ser a adequada às questões colocadas.

Isto, porque me parece que podem surgir algumas questões em volta desta temática.

É minha opinião de que não deve ser exigida em nenhum problema, elementos, na solução, que não sejam claramente pedidos nas questões.

Por exemplo, se na questão se pede para justificar a(s) mentira(s) do suspeitos, não se pode, jamais, exigir que o solucionista exponha o móbil do crime para justificar que ele é o criminoso.

Neste caso, a pergunta não deverá ser a de expor as mentiras mas sim, mas indicar que razões poderão levar o suspeito a cometer o crime. Aí sim, já o móbil pode ser exigido, pois é uma razão para cometer o crime. O móbil não é uma mentira.

Do mesmo modo, não devem não ser penalizados elementos da solução, considerados sem importância, mas serem apenas contabilizados para selecionar a melhor solução. Na minha opinião se o elemento é incriminatório, deverá ser sempre pontuado. Para selecionar a melhor, deve ir-se a elementos não necessários.

Também não devem ser considerados elementos que não estejam no texto ou nas imagens que possam acompanhar o problema, se este for ilustrado, ou que deles não possam ser inferidos.

Também deverão ser considerados corretos elementos alternativos à solução do autor, mas que sejam lógicos e saiam do texto. Isto não impede que o autor seja sempre totalista, a não ser em caso de errar completamente a solução, mas ai, competirá ao coordenador da secção tomar a decisão.



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