Vamos à publicação do problema nº 5 dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.
Hoje é dia do Grande Prémio de Aveiro. Aveiro é uma localidade importante no policiário em Portugal. Não só pela cidade, onde surgiram alguns concorrentes, mas também pelas localidades mais próximas, com realce para o conjunto das Gafanhas, berço de muitos policiaristas.
Torneio de Fórmula 1 Policiária
Grande Prémio de Aveiro
Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70
Problema nº 5
Morte no bar
de Paulo
Celeste
Ribeiro contava como tudo acontecera ao inspetor Narciso Morais. Tudo sucedera
no bar A Ponte.
Eram quatro e meia da manhã e apenas Celeste e Pedro, que era a vítima, estavam naquele espaço. O bar esvaziara e Pedro, um cliente conhecido ficara a falar com Celeste, a proprietária, que fechava as portas. Estavam junto do balcão e falavam do futuro de Pedro que dizia a Celeste que iria emigrar. Estas informações foram prestadas pela dona do bar.
Celeste
disse que as luzes acesas eram poucas, mas as suficientes para que os dois se
vissem bem. Estavam sentados em dois bancos altos que ficavam no balcão,
virados um para o outro.
Celeste diz que antes do que aconteceu não ouviu qualquer ruído. Viu numa das portas, que dava para um corredor que levava às traseiras, um clarão, o barulho de um disparo, e viu Pedro cair. A sua primeira reação foi sair de onde estava e esconder-se atrás do balcão. Ouviu passos de uma pessoa a correr, e quando saiu do local que a protegia, viu que o Pedro estava no chão, morto. Chamara a polícia.
Narciso
Morais olhou em volta. O espaço estava desarrumado, mas Celeste dissera-lhe que
a arrumação era apenas feita na tarde do dia seguinte, e que o bar abria às 9
horas da noite.
A
desarrumação consistia em lixo no chão e nas mesas, porque tudo o que eram
copos fora colocado na máquina que os lavava, serviço que também só seria feito
na tarde seguinte.
O
detetive foi espreitar pela porta que Celeste tinha indicado como o local de
onde partira o tiro. A porta dava para um corredor com cerca de cinco metros
que levava a uma outra porta que dava para o exterior. Percorreu o corredor e
viu que a segunda porta se encontrava encostada, sem estar fechada à chave.
Voltou para trás, e observou que desta ponta do corredor, junto da primeira porta, seria fácil alvejar a vítima.
Narciso
Morais regressou junto de Celeste e quis saber por que razão estava a porta que
dava para o exterior aberta.
– Era
costume. Os empregados saiam por lá e deixavam-na encostada sabendo que eu ao
sair a fechava.
Estava
esclarecido o mistério da porta encostada.
Olhou a
vítima. Não havia dúvidas que o tiro não fora dado à queima-roupa, pois não existiam
queimaduras, em torno da camisola, no peito, onde entrara o projétil.
Voltou
ao corredor. Não havia cápsula, mas se tivesse sido um revólver também era o
que se esperava. A autópsia permitiria esclarecer que tipo de arma fora
utilizada no disparo. Não lhe parecia que fosse útil andar a recolher
impressões digitais. Deviam ser muitas e nada permitiriam concluir.
Narciso
Morais olhou em volta: o bar, Celeste, os bombeiros que retiravam o corpo.
Interrompe-se
aqui a narrativa.
Será
que Narciso Morais já pode tirar conclusões
sobre o que se terá passado?
As soluções devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 31 de maio:
a - enviadas pelo correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.com;
b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;
c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.

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