Mais um texto de L. P. sobre a Geração de 70.
TEMPOS LOUCOS
A segunda metade dos anos 70 do século passado, foi marcada por uma “descoberta”, que acabou por ser inesperada, pelo “andar da carruagem” de mais de quatro décadas de ditadura e pensamento único como sendo “a normalidade”.
Com
o 25 de Abril de 1974, houve um abrir de portas e janelas, por onde passou a
circular um ar bem mais respirável e a miudagem agarrou com as duas mãos tudo o
que fosse novidade. E o Policiário foi um dos escolhidos, porque soube aparecer
numa revista que tinha um passado e uma tradição, reconhecíveis por todos, com
um homem de barbas brancas e sorriso aberto ao leme: o SETE DE ESPADAS!
E
apareceram problemas policiários para decifrar, torneios e competições,
tertúlias e convívios!
O
papel destes últimos foi imenso e fez com que os policiaristas e muitas vezes
as respectivas famílias, se “lançassem” em aventuras nas estradas e nos carris
de um país atrasado e sem condições.
Exemplos
como o de M. Lima, companheiro do Porto, tipógrafo de profissão, que trabalhava
às horas em que a maioria repousava, percorreu o país, vezes sem conta, do
Minho ao Algarve, muitas vezes no comboio-correio, naquele que parava em todos
os apeadeiros, no meio de nada e de coisa nenhuma, “apenas” para poder abraçar
os Amigos do Policiário!
E
porque estamos no mês de Maio, é a Tertúlia Policiária de Almada que recebe a
nossa homenagem, por ter sido das primeiras e mais activas a encarnar o
espírito que o Sete de Espadas procurava incutir no Policiário, mas também por
ter fixado o seu convívio anual para este mês.
Era
um acontecimento aguardado por toda a “tribo policiária”, porque tinha tudo o
que era esperado: animação, convívio, alegria, Amizade e camaradagem, desde a
chegada do cacilheiro à terra do inevitável companheiro Detective Misterioso, a
“Cacilhas...City”, até à partida, muitas vezes no derradeiro barco, depois de
muita conversa, petiscos vários e bem regados, como se compreende!
Tempos
loucos, em que a tal “Geração de 70” já marcava pontos, muitos pontos, também
em Almada, onde O Gráfico, o Alva, o Satanás e tantos outros “novos” se
“misturavam” com o “veterano” (verdade seja dita, nunca se considerou como tal
e foi sempre, apenas e só, “um de nós”) e mentor Detective Misterioso!
ALMADA – 23 DE MAIO DE 1976
I CONVÍVIO DA TERTÚLIA POLICIÁRIA DE ALMADA
Muita juventude, Geração de 70 em máxima força
ALMADA – 1979
A presença da Geração de 70 em esmagadora maioria
CACILHAS...CITY –
1982
À chegada do cacilheiro, para o convívio. Da esquerda:
Detective Misterioso, O Gráfico. Jartur, Livau e Becas, Sete de Espadas, Alva e
Durandal.




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