Vamos à publicação do problema nº 9 dos Torneio de Fórmula 1 Policiária e Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70.
Santarém é a penúltima localidade que dá nome a um grande prémio. Em Santarém e arredores, não esquecendo Almeirim, do outro lado do rio, mostra como o Ribatejo serviu e serve como centro de policiarismo com muitos e bons concorrentes, que marcam com a sua presença a modalidade.
Depois de um problema fácil, e quando nos aproximamos do final do torneio, surge A assassina em série. Parece-me fácil, mas não seria a primeira vez que me engano, Não é um problema difícil, mas a falta de atenção ou a demasiada pressa em responder podem fazer perder alguns pontos.
Torneio de Fórmula 1 Policiária
Grande Prémio de Santarém
Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70
Problema nº 9
A assassina em série
de Paulo
Foi uma vingança planeada. O meu
irmão iria ser vingado. Primeiro, foi a investigação quando ele desapareceu. Depois,
em lentos passos, a descoberta da verdade.
Como era possível? Como poderia alguém
com uma vida social normal, sem problemas, desaparecer?
Eu sabia que algo estranho sucedera e
investiguei. Havia mais três casos de desaparecimento nos quilómetros mais
próximos.
Foi preciso pesquisar, passo a passo,
levantando todas as pedras e descobrindo que os desaparecidos tinham tido uma
aproximação a ela, a assassina. A assassina em série. Ela que agora seguia ao
meu lado no automóvel. Ela, de quem eu me aproximara. Ela, que pedira segredo sobre
a nossa relação. Ela, que me convidara a visitar uma cabana que possuía na
montanha. Ela, que fora a assassina. Ela, que iria morrer. Ela, que eu iria
matar.
Julgava que me levava para o
sacrifício, sem desconfiar que a sacrificada seria ela.
Partíramos para a montanha, em
segredo, para a nossa lua-de-mel como ela dissera, como me convinha, e ela
julgava que lhe seria favorável. No carro dela, sempre bem-disposta, sempre com
sorrisos, muito amorosa e romântica, fumando cigarros uns atrás dos outros Eu
interpretava o meu papel e ela o dela.
Dissera-me que há quatro anos que ali
não ia, que havia uma pedreira próxima que continuava em laboração. Que era uma
casa quase abandonada, embora tivesse luz elétrica e outras comodidades.
Quando chegámos, saímos do carro e dirigimo-nos
para a casa de madeira. Ela meteu a chave na fechadura da porta que se abriu
silenciosa.
Entramos numa casa semiobscurecida,
cheirando intensamente a tabaco, ela pousou a mala e beijou-me.
Olhei em redor. Caixote do lixo
despejado, cinzeiro limpo, e nenhum pó
sobre os móveis.
Eu sabia que teria que agir antes
dela, ou seria eu o próximo desaparecido. A noite aproximava-.se e ela disse
que faria o jantar. Foi ao frigorífico de onde tirou aquilo que me pareceu ser metade
de um frango.
Começou a cozinhar, enquanto eu
observava tenso.
Quando seria o momento dela? Usaria
veneno? Esperaria para eu adormecer? Eu teria que agir antes. E agi.
Ainda hoje, a polícia procura mais
uma desaparecida. A única do género do feminino. Só tinham desparecido homens.
Eles não têm qualquer pista! Eu sei
que matei a assassina!
Indique os fatores que mostram que
ela era uma mentirosa e me fizeram ter a
certeza de que seria a assassina em série que eu procurava.
As soluções devem ser entregues pelos seguintes meios, até às 24 horas do dia 31 de outubro:
a - enviadas pelo correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.com;
b - entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;
c - por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.

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