Policiarista: Inspector Moisés
Este post é uma homenagem a um policiarista que começou bastante jovem,
na segunda metade dos anos 40, e se manteve ativo até à segunda metade da
década de 70. O seu nome é Ernesto Lopes
Nunes, nasceu na Espadaneira em 14 de novembro de 1928, e faleceu em São Martinho do Bispo em 18 de fevereiro de
2022.
È possível encontrá-lo na secção Mistério e Aventura, na revista Camarada,
continuou nos anos seguintes, surgindo em Mistério
Policiário e numa fotografia no Convívio
de Coimbra, tendo depois desaparecido do policiário, mantendo-se ativo como
cruzadista e charadista, onde começou antes do policiário, com o pseudónimo de El Nunes.
È possível encontrar vitórias do Inspector Moisés em diferentes secções,
além das suas respostas classificadas como a melhor solução em alguns
problemas. Assim, venceu o I Torneio
na secção Em Fim de Livro, orientada
por Sete de Espadas na Colecção
Xis, em- 10953-54, anos em que decorreu o torneio, e, ainda no ano de 1954,
surgiu como vencedor na revista Guião, em Mistério e Aventura, vencendo Torneio
de Encerramento.
Quando regressou ao policiário, em 1976,
venceu na secção Enigma Policiário o
Torneio de Abertura e As Melhores neste mesmo torneio.
Apesar de deixar a decifração de problemas policiários continuou a frequentar alguns convívios.
Não escreveu muitos problemas
policiários, surgem apenas 7 problemas nas minhas referências, mas existem
enigmas seus publicados na revista Camarada, na Mundo de Aventuras,
no Guião, na Coleção Xis e em Passatempo, alguns deles
republicados posteriormente.
Mesmo com poucos problemas, criou a
personagem de Eduardo de Castro. Saliente-se o problema Os cinco e o Livro, etapa 5 da Volta
a Portugal em Problemas Policiários, em Enigma Policiário da revista Passatempo,
publicado em dezembro de 1976. Este problema é um bom exemplo de problema de
eliminatórias, onde as premissas estão no texto, ao qual é necessário
acrescentar um elemento de dedução que vem da leitura do texto. Este problema foi republicado em 2011 na secção
Correio Policial, dirigida pelo Inspector Aranha no jornal Correio
do Ribatejo e em O Grande Livro da Problemística Policiária, onde é
identificado como um dos grandes problemas de 1976.
Ernesto Nunes
dedicou-se mais a escrita depois dos anos 70, ganhando vários prémios no país e
publicando alguns livros: uns de poesia e outros de cariz policiário.
O Inspector Moisés é um nome que fica na história do policiário.




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