Os inícios - Hercule Poirot
A primeira investigação de Poirot é aquilo que o título indica.
Este volume duplo tem o
livro de Agatha Christie, The Mysterious Affair at Styles, publicado em 1920,
atribuindo-lhe um nome diferente, mas mais comercial.
Os inícios - Hercule Poirot
A primeira investigação de Poirot é aquilo que o título indica.
Este volume duplo tem o
livro de Agatha Christie, The Mysterious Affair at Styles, publicado em 1920,
atribuindo-lhe um nome diferente, mas mais comercial.
Série: Donald Lam e Bertha Cool
São
dois detetives. São Donald Lam e Bertha Cool. O primeiro começa por ser contratado pela
segunda, mas acaba seu sócio. Ele faz o trabalho de terreno, ela é a economista
da agência embora não renegue ter que ir para o exterior, no caso de ser
necessário. Há ainda o sargento Frank Sellers, sempre capaz de fazer tudo para
culpar Donald Lam, embora mantenha as melhores relações com Bertha Cool.
O
nome Lam é suscetível do trocadilho com Lamb (cordeiro) que é feito algumas
vezes, quando Lam se apresenta pela primeira vez em alguns locais.
O
autor é A. A. Fair, pseudónimo de Erle Stanley Gardner
À frente do título com que foram publicadas as obras em Portugal, estão o título original e a
data da publicação da primeira edição em língua inglesa, o que mostra que a duração da série foi de 31 anos.
Divórcio
sangrento, The bigger they come - Janeiro de 1939
Sobre
brasas, Turn on the heat – Janeiro de 1940
Morte
em barras de ouro, Gold comes in bricks – Setembro de 1940
Jogo,
mulheres e morte, Spill the jackpot – Março de 1941
Tudo
ou nada, Double or quits – Dezembro de 1941
O
apartamento fatídico, Own's don't blink – Junho de 1942
Os
morcegos voam ao anoitecer, Bats Fly at Dusk – Setembro de 1942
De
noite todos os gatos são pardos, Cats prowl at night – Agosto de 1943
O
machado denunciante, Give em the ax – Setembro de 1944
A
morte verde, Crown's can't count – Abril de 1946
Morte
à 6ªfeira, Fools Die on Friday – Setembro de 1947
As
vidraças da morte, Bedrooms have windows – Janeiro de 1949
Tentação
perigosa, Top of the heap – Fevereiro de 1952
Algumas
não esperam, Somme women won't wait – Setembro de 1953
Cuidado
com s curvas, Beware the curves – Novembro de 1956
O
riso da morte, You can die laughing – Março de 1957
Os
ciúmes de Minerva, Some slips don' t show – Outubro de 1957
Noves
fora nada, The count of nine – Junho de 1958
O cadáver
sem rosto, Pass the gravy – Fevereiro de 1959
Só a
morte as detém, Kept women can't quit – Setembro de 1960
A
beleza é uma armadilha, Bachelors get lonely – Março de 1961
Armadilha
para um detective, Shills can't cash chips – Novembro de 1961
Fim de
semana com a morte, Try anything any - Abril de 1962
Pegar
ou largar, Fish or cut bait – Abril de 1963
Truque
falhado, Up for grabs – Março de 1964
Divórcio
envenenado, Cut thin to win – Abril de 1965
As
viúvas andam de luto, Widows wear weeds – Maio de 1966
Fortuna
indesejável, Traps need fresh bait – Março de 1967
Procura-se
mulher, All grass isn't green – Março de 1970
Abrótea iniciou-se no mundo do policiário há muitos anos. Além de ir respondendo a problemas policiários e escrevendo alguns, também se dedicou à escrita de contos.
Foi autor do boletim Crimes e Passatempos onde publicou alguns dos seus escritos.
Este conto foi publicado no blogue Local do Crime, replicando a publicação jornal Audiência - Grande Porto.
O aluguer
Autor: Abrótea
Sabia que isto mais tarde ou mais cedo tinha de acontecer, a casa nem sequer era minha, o sogro é que a pagava, e nesse assunto nem eu podia abrir a boca e se piasse, (as vezes com um bom vinho de Pias ainda chegava lá) passava a noite no barraco de praia. Duas semanas para retirar a tralha, duas apenas. Como não era “biolento”, talvez lento mas não chegava a lentinho, decidi começar a procurar de imediato o meu palacete. Começar ou recomeçar do princípio até que não é difícil, o pior é apanhar com cada uma que até parece anedota… e foi, aconteceu, acontece a muito boa gente. Com a trouxa às costas lá saí de casa, uma trouxa “bem piquena”, ainda não podia levar muita coisa, o resto ficava para mais tarde, e se quisessem mandar fora, menos trabalho eu tinha, e assim ainda podia dormir nos braços da Luísa Tody, para nos dias seguintes recomeçar a procura, o que só acontecia depois do horário laboral. Entrei num café, uma imperial, enquanto fingia procurar moedas ou o porta-moedas, (na altura bolso roto), pedi desculpas e bebi a fresquinha na mesma, depois polidamente pedi o jornal da terra. Percorri a página dos anúncios só para verificar se havia algo de novo. Peguei no ”telelé”, (como sempre teso de saldo como eu) e a senhora, dona da loja, ao reparar, muito atenciosa emprestou-me o dela. Disse-lhe apenas por descargo de consciência que andava a procurar um quartinho, nem que fosse um vão de escadas. Ficou marcada uma entrevista para o dia seguinte, disse que apenas podia chegar depois das 19 horas, e na hora aprazada lá fui eu. (quase a caminho de Viseu, mas era em Setúbal ou arredores, ou ainda um pouco mais longe) A morada, essa, um escritório! E eu a pensar que já tinha quarto, ora bolas.
Com tanta gente lá dentro até fiquei assustado, quase que apetecia dar meia volta e… ouvi chamar o meu nome, aguentei-me à bronca. Uma menina, seio farto, maior que uma elefanta, (ainda mais vontade de fugir tive) foi essa mesmo que tinha chamado, gritado o meu nome, empurrou-me para dentro do escritório onde em cima da secretária amontoavam-se folhas, resmas de folhas. Também já tinha comigo todos os documentos pedidos, menos dois. Entreguei recibos de vencimento, fotocópias do CU, ai, desculpem cartão de cidadão, NIB e NIF, faltava água e luz, mas isso o sogro pagava, não podia entregar. Para mim a “Ursa” já me assustava e com tudo isto ainda mais, até parecia estar em qualquer repartição de finanças, num banco, ou num assalto… aos bolsos meus!!! A “Baleia” começa a debitar palavras, e a mostrar o contrato, como não tinha as lentes de contacto, nem os contactos no velho “telelé”, nem sequer as lunetas, pedi-lhe para traduzir tudo por miúdos. Parecia aquelas velhas “IBM” a debitar letras: ponto 1- isto é um velho T0 e a renda é de 375 euro mês; ponto 2 - obrigatório pagar três meses de renda; ponto 3 - fico com as fotocópias dos seus documentos (caraças, a “Javali fêmea” tinha fotocopiadora); ponto 4 - o doutor Leve Twitter, que é o dono, irá analisar todos estes documentos, não só o seu como deve verificar. Terminou com isto por agora é tudo, e é o que se pode arranjar, depois ”telofone-me”. Estava quase a pensar alto, mas parei, uma bolachada daquela Fera mandava-me janela fora ao outro lado da rua. Só pedi, quando tiver alguma notícia telefone-me a senhora, tenho de trocar o cartão, os sogros não gostam de mim e este ainda tem os números… Dois dias passados e recebo uma chamada da “T-Rex”, falei o que antes tinha dito, apenas depois do meu horário laboral. Sim senhor pode vir, temos notícias. Eu esfregava as mãos de contente, afinal já não ia para debaixo da ponte. Chegado ao escritório, desta vez nem esperei muito, estava vazio, vazio não, a “Godzilla” estava lá. Cumprimentei a “Dona” educadamente e estendi a mão para receber a chave. Sente-se – falou ela com aquele vozeirão que acordava um quarteirão inteiro – o doutor analisou os seus documentos, e como ele é um homem bom, até tem pena de si tendo em conta o seu vencimento… Já estava com vontade de dar saltos, vocês sabem como é, mas dançar a (à) lambada com aquilo nunca na vida, eu é que perdia a minha. Relaxei e naquela calma que prenuncia algo nunca bom, pedi: pode continuar minha boa senhora. O senhor doutor gosta mesmo de si, o senhor trabalha, sabe o que faz no seu emprego, mas se pagar os três meses como o senhor vai comer? Foi o fósforo em cima da gasolina, muito calmo e ainda sentado, com o contrato perto de mim, agarrei-o e rasguei e só então disse: diga ao seu chefe que durante o dia eu trabalho, nas HORAS LIVRES ASSALTO VELHOS COMO ELE, E MULTIBANCOS!